Conscientização

Por Clineida Junqueira Jacomini
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Para minha incrível 5ª filha postiça, Silvia Bertoldo…

“Nunca se esqueça do dia em que você rezava pra ter o que tem hoje”!

Dito por ela!

Sim, vai para essa advogada, mãe, filha, irmã, amiga incrivelmente boa e eficiente em tudo o que faz! É minha mais atual e atuante censora, depois que perdi meu sensato marido Bi que me colocava tantas vezes no chão, apontando meus exageros ao escrever, que poderiam ferir alguém, mesmo que minha intenção nunca tenha isso essa. E ela é muito mais nova que eu, comprovando que sabedoria (e ou a falta dela!) não tem nada a ver com a idade! Afoita, ainda que racional, muitas vezes quero escrever sobre alguns temas polêmicos, tabus mesmo e ela me aconselha a esperar, deixar passar a onda etc etc. Faz um trabalho lindo, de solidariedade internacional, pois ensina nossa língua a imigrantes estrangeiros que querem melhorar de vida nesse nosso País-paraíso. E voluntariamente! Cozinha maravilhosamente bem; cuida da mãe com quem mora; tem um filho lindo que mora em Porto Alegre (RS), meu querido Felipe.

Ela é de uma capacidade de ajudar o próximo (aliás, bem próximo mesmo: sua mãe!) e de uma coerência em suas atitudes, respostas, questionamentos, posição e ações… Incrível! Sempre digo que ‘sangue não é água’! E não é mesmo! Nem querendo. Mas, admiro e me surpreendo sempre com a tal de genética. A coisa é ‘braba’ mesmo! Quantas vezes, eu e minhas colegas de turma de ano (1945) nos surpreendemos ao ver a neta de alguém conhecida, igualzinha no semblante, gestos, voz, cabelo, traços… Tudo! Enfim, igualzinha à sua antepassada!!! Vamos, a cada dia, ficando ‘mais igual’ às nossas mães e avós. Memória atávica como ensinam os sociólogos e antropólogos? Temos então, todos nós, traços e uma pontinha de Adão?

Então teremos um futuro como ele; e também pecamos e temos uma marca adâmica poderosa e fatal. Podemos mudar nosso destino? Talvez sim; talvez não. Não escolhemos nosso lugar de nascimento; nem nossos pais; nem nossos traços e personalidade. Podemos escolher nossa profissão, mas não o sucesso dentro dela, pois a meritocracia está longe de ser aplicada por aqui, no decorrer de uma carreira. A chamada e famosa ‘carteirada’ ainda grassa por aí em todas as áreas! Também fica difícil dizer que escolhemos nossos amores; o sexo dos filhos (já há a dita ‘sexagem’ e soube até que a Angélica/Hulk fizeram uso dessa técnica quando estavam esperando o terceiro rebento, que veio terceira: filha!). Também não escolhemos como, nem quando morrer, pois a eutanásia ainda é proibida por essas bandas, ainda que sub-repticiamente ela possa estar sendo aplicada por aí!

“Enfins”, como dizem aqui na rocinha, não acertamos sempre; erramos muito; agradamos, mas também contrariamos muitas pessoas que amamos e admiramos. Acho que será o caso dessa crônica que não será do agrado da pessoa a quem ofereço, pois ela é simples, humilde e não gosta de destaque! Penso até que por uns dias serei uma ‘persona non grata’ em sua hospitaleira casa da 14 de julho, número 1. Isso para usar o velho latim da advogada que ela é! Mas isso também passará e, com certeza eu lá estarei frente a uma lauta refeição e mesa linda, cheia dos patês deliciosos que adoro!

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