Entre rankings e afetos

Outro dia, me peguei pensando: afinal, o que é felicidade? E, principalmente, será que ela realmente existe?

Então, fui procurar seu significado… queria entender, pela razão, aquilo que tantas vezes tentei explicar com o coração.

E lá estava a definição: felicidade é um estado subjetivo e duradouro de bem-estar, equilíbrio e plenitude física e psíquica, e não apenas a ausência de tristeza ou a vivência de momentos isolados de alegria.

Foi aí que minha cabeça bugou, como dizem meus adolescentes. Aliás, descobri que bugar a mente é ficar momentaneamente confuso, sem conseguir processar uma informação, raciocinar direito…

Pois é! Tentar colocar a felicidade dentro de uma definição racional estava me deixando ainda mais confusa.

Então, descobri que a felicidade pode ser avaliada por pesquisas de opinião, escalas psicológicas e indicadores socioeconômicos e de bem-estar. Mas não existe uma fórmula física exata para calculá-la. Ufa! Que alívio! A felicidade não cabe numa fórmula!

Foi aí que descobri que a Finlândia ocupa o primeiro lugar no ranking dos países mais felizes do mundo. Imediatamente, pensei que o Brasil deveria estar bem longe dessa tal felicidade. Afinal, somos países tão diferentes! De um lado, um país nórdico, de invernos rigorosos, temperaturas congelantes e verões curtos, conhecido pela confiança nas instituições, pela igualdade social e pelo equilíbrio entre a vida profissional e a pessoal. Do outro, o nosso Brasil tropical, cheio de contrastes, desafios, cores e contradições.

Mas, enquanto pensava nessas diferenças, me ocorreu uma coisa: o Brasil também tem uma beleza extraordinária. Uma beleza que não se mede pela temperatura, pela renda ou pelos indicadores sociais… o seu povo!!! O brasileiro tem uma capacidade especial de encontrar alegria nas pequenas coisas…

O brasileiro tem fé na vida, fé no amanhã, fé de que as coisas podem melhorar. Tem fé mesmo quando não sabe exatamente como tudo vai se resolver. E, muitas vezes, é essa fé que o ajuda a seguir em frente.

Naquele ranking que fui consultar, o Brasil aparecia na 32ª posição, enquanto o Afeganistão ocupava a última colocação, entre 147 países. E eu, que havia começado essa busca tentando entender como se mede a felicidade, terminei pensando em algo muito mais simples…. Que eu não preciso compreender completamente a felicidade para reconhecê-la. Talvez ela esteja naquele café compartilhado, no abraço de quem amo, no pôr do sol que me faz parar por alguns minutos, na beleza da natureza…

E foi assim, entre definições, rankings e pensamentos que quase fizeram minha cabeça bugar, que cheguei a uma conclusão muito particular: ser brasileira é, sim, um dos motivos que me fazem feliz!

Afinal, o Brasil é lindo por natureza.

Luciana de Andrade Ferreira Gomes
[email protected]

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