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Pra quem é do meu tempo!

Já escrevi sobre erros; uns mais graves e fatais que outros; uns antigos; alguns mais modernos!!! Tenho visto na tevê regional sobre corridas tidas como tão benéficas, ainda que cansativas e proibitivas para os idosos, um uso moderno, quando querem se referir a quilômetros. Só um K. Sempre foi abreviado assim: km minúsculo! O quequeisso, minha gente!!! As coisas ‘dimudam’ como diz o caipira (mas, sábio!) com o qual eu convivo desde que nasci. Pois é, meus netos penam na escola, pois não gostam, nem de ler, nem de escrever, nem de estudar! Mas, da escola, dos professores e dos colegas eles gostam…e muito! Quando vejo lições escolares, eterna professora que sou, fico pensando: _Pra que servirá esse estudo? Por exemplo sobre o polvo ter 8 pernas, ter um nome científico, soltar tinta para se camuflar e fugir do perigo. Algum dia encontraremos um polvo a não ser no prato de restaurantes litorâneos e chiques? Aí, sim ele será bem-vindo! Mas, estava me lembrando de minha fase escolar, quando, em criança, aluna do quarto ano do antigo Grupo Escolar. Não tirei 10 numa prova, pois sou ruim (já era!) para guardar e decorar números e nomes! Pois é, voltando às aulas da D. Yolanda Legaspe Lyrio em Águas da Prata, éramos 4 ou 5 alunos empatados para tirar 10 em tudo. No exame final todos nós ficamos com 9,8. Um impasse triste era guardar os nomes das capitanias hereditárias e seus donatários. Pois é. Não deu certo esse tipo de governo no Brasil…nem para mim! Pelo que me lembro, só dois desses nacos de terra deram certo. E dos donatários só me lembro o nome de um: qualquer coisa Coutinho. E quanto aos donatários, sei que um ou dois ‘morreram pobres e abandonados’! Quais? Se eu não guardava seus nomes com 10 anos, imaginem agora com mais de 81!!!

Outro ‘fenômeno’ sofrido, mais que o moderno bulling pela criança que fui era guardar os nomes das cidades/estações ferroviárias do nosso Estado de São Paulo. E não era só da Mogiana aqui próxima que agora nem esse nome tem mais, nem transporta gente: só bauxita que vai para Votorantim/Alumínio e virar esse material das nossas reluzentes (quando novas!) panelas e formas! Tinha a linha que ia para o RJ, passando pelo vale do Paraíba, (a última acho que era Queluz!); a Araraquarense e mais um montão delas! E pra que saber tantos nomes? A mesma coisa com matemática! Quem já teve aquele problema seríssimo de saber quantas patas tinha num curral com 16 bois, 5 galos, 4 coelhos e 2 vaqueiros? Pra que quebrar a cabeça com problemas (…e suas soluções luminares!), se aquilo nunca aconteceria em nossas vidas tupiniquins? E Português? O que adianta saber sobre tempos verbais e pronomes se o que impera atualmente é aquele sétimo pronome, presente em todas as bocas: a gente! A gente faz…a gente dorme… a gente entra…pelo cano!! E a ortografia que virou linguagem taquigráfica? Tb; tt; qqr; nc; jt;….

Ah! Uma coisa que adorei aprender no Ginásio com o prof. Hélio foi a tal da osmose! útil ao cozinhar/descascar ovos, hemorragias, drenagem, etc. E acabei de ver na internet:  Sua mãe te conhece? Nome de livro ou peça de teatro. Pode isso?

CLINEIDA JUNQUEIRA JACOMINI
Academia de Letras de São João da Boa Vista
Cadeira nº 43 – Patrono: Rubem Braga

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