Por Mariana Mendes De Luca | @marianamdeluca
Embora todas as vezes em que falamos da Alemanha, falamos de sua cerveja, os vinhos alemães vêm tendo cada vez mais destaque nas prateleiras de mercados e lojas especializadas na bebida. E agora eles começaram a ser notados por nós, graças as nossas altas temperaturas do verão.
Isso porque a uva mais tradicional da Alemanha é a Riesling que produz um vinho branco de altíssima qualidade e maravilhosamente equilibrado, ótimo para se provar, em especial, no calor.
E a história do vinho na Alemanha não é recente, podemos inclusive datá-la há 2.000 anos atrás, quando os romanos introduziram a viticultura grega em territórios germânicos.
Essa mistura elevou o vinho alemão no século XIX ao que ficou conhecido como “era de ouro”, época em que os vinhos do Mosela e do Reno eram aclamados pela realeza e alcançavam preços superiores aos de Champagne e Bordeaux.
Mas então, em que momento o vinho deu espaço para a cerveja?
A história começa antes mesmo dos romanos, quando as primeiras tribos germânicas bebiam hidromel, vinhos feitos por meio de uvas desconhecidas na época. Até que essas variedades foram evoluindo e as videiras selvagens que tinham o melhor sabor e pareciam ser mais adequadas para a produção do vinho, eram cultivadas e, por fim, deram origem às Vitis viníferas.
Durantes as conquistas no norte dos Alpes, os romanos introduziram a cultura no país, levando a primeira vinha primeiro para a região do Mosela, hoje a região vinícola mais antiga do país, e para o Reno, onde se originou a vinha de Riesling.
Por volta de 1.500 quase todo o território alemão era coberto por vinhedos, mas devido as mudanças climáticas e as guerras, eles foram devastados e reduzidos em menos da metade no país. Era o fim do prestígio do vinho alemão.
Paralelo a isso, evoluíram os métodos de fabricação de cerveja, diminuindo a produção do vinho e aumentando a sua importação.
Os séculos se passaram e há pouco tempo, já no século XXI, a Alemanha vivencia o mundo olhando para os seus vinhos, com bons olhos. Hoje, ela é a maior produtora de Riesling no mundo!
Essa casta é a responsável por 60% da produção de vinhos brancos de altíssima qualidade, com alta acidez, caráter frutado além de vinhos tintos cada vez mais elegantes como o Pinot Noir.
E a cerveja?
Bom, essa pela primeira vez, no início dos anos 2000, ficou em segundo lugar quando o assunto foi gastar o dinheiro dos alemães com bebida boa.
E como no início da história fizeram os romanos, hoje os jovens alemães buscam conhecimento nos Estados Unidos e na Austrália, revolucionando a cultura no país e renovando as vinhas para produzir o que conhecemos como um bom vinho alemão.
É a terra do vinho, que foi da cerveja e que, ao que tudo indica, voltará em breve, a ser do vinho! Cabe a nós, não perdermos tempo e brindar com essa maravilha que é um Riesling alemão.
Um brinde e até A Próxima Taça!




