Por Clineida Junqueira Jacomini
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Sei que já escrevi sobre ambas, instituições memoráveis, que tiveram suas comemorações nesse mês de novembro pelos seus 60 anos incrivelmente úteis e significativos para toda a região, quiçá do país! Torno a fazê-lo! Mais de 60 cidades no entorno de São João se beneficiaram, de alguma forma, da querida Feob. Cidade privilegiada, São João conta hoje com 4 centros universitários, em 4 âmbitos diferentes, duas das quais ‘filhas’ do dr. Octavio Bastos quando prefeito na década de 60. Pernambucano, veio para o Rio de Janeiro, capital federal, como promotor público e ali conheceu d. Margarida, uma sanjoanense de família tradicional, rara em sua beleza, inteligência, energia e charme! Por uma obra do destino a família Noronha Bastos veio morar no lindo chalé da família em Poços de Caldas e depois para São João onde o dr. Octavio geriu por muitos anos uma empresa algodoeira antes de ingressar na política local como vice e, depois, prefeito dessa clara e linda urbe. Junto com uma laboriosa equipe, deu início a essa nova fase da cidade que, antes, era essencialmente agrícola; depois comercial; industrial passando então a ser referência na área educacional. Sou muito grata à família Noronha Bastos! Além de ligada pelos laços familiares e de sangue, um dia dr. Octavio me chamou à sala de sua casa e me convidou para dar aulas na Instituição que iniciou e comandava. Disse, francamente, a ele, que não tinha habilitação para isso! E ele me assegurou que minha cultura e experiência na área educacional (nasci professora, como sempre disse!), eram suficientes. Comecei com poucas aulas no Curso de Ciências Sociais. Lembro-me de cada aluno, classe pequena, mas todos especiais. Bem! À ela, Feob, devo, além de minha aposentadoria, a formatura de dois filhos, pela gratuidade assegurada pelo sindicato dos professores. Sem isso, acho que não teríamos, eu e meu marido, condições de dar um estudo universitário a eles! Tive minha vida ligada prazerosamente a ela com projetos e muitas aulas, classes cheias de jovens idealistas cuja vida influenciei! Sei disso pois, nessa semana mesmo me encontrei com uma aluna que disse ter guardada uma prova de sua época de estudante onde está escrito: “10 com louvor!” E eu disse a ela para acreditar nisso dada à minha sinceridade gritante de sempre! Quantos alunos vêm me cumprimentar dizendo com orgulho, santo, que foram meus alunos na Feob! E quanto aos alunos (as) da Terceira Idade? Fizemos furor Estado afora com nossos encontros; coral sob a batuta do maestro Estevão, passeios, visitas, excursões…tudo significativo e mudando para melhor a vida das senhoras somente ‘donas de casa’, mas com esperança de novos dias, experiências e vida abundante!
Fui na comemoração na noite do dia 4 p.p. no Palmeiras. Ali tive o prazer de rever tantas pessoas que tiveram e ainda têm suas vidas ligadas à Instituição. Foram homenageadas as duas filhas de Octávio: Celina e Laura; seu neto Ernesto, (honrando sua mãe Margarida/Pompom); seu genro, dr. Tarcísio Varzim; os fundadores: Newton e Afonso Celso Navarro e mais José Roberto A. Junqueira, atual reitor e outro neto e reitor por várias vezes da UniFEOB, o João Otávio, meu amado sobrinho. Em suas falas, os últimos lembraram a trajetória do dr. Octavio, seu idealismo e coragem ao fundar duas Faculdades e a Academia de Letras, coisa inédita e inusitada numa cidade do interior como São João. Do nada, saiu tudo! Realmente, que audácia desse pernambucano simples e serviçal que mudou a história de mais de 60 mil pessoas ao longo desses 60 anos! Quem dos meus fiéis e queridos leitores não teve ou têm uma ligação, por mínima que seja, com a nossa Feob? E, esclarecendo, a sexagenária Feob é a mãe e mantenedora da filha mais nova, a acadêmica Unifeob.
Ah! Ela é tão significativa que virou sobrenome de muita gente: Beto da Feob; João Otávio da Feob; Dani da Feob; Zé Elias da Feob; Thaís da Feob; Neusinha da Feob; Cal da Feob……




