Por Clineida Junqueira Jacomini
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A todos que pensam e teclam.
Agora em setembro tive que provar a mim mesma (e aos outros!) que sou moderna, capaz, eficiente e ainda rápida em minhas ações do dia a dia. Enfim…Viva! Tive que escrever coisas para mim desconhecidas; digitalizar documentos; enviar e depois receber em tempo record; tomar decisões; resolver problemas num lapso de segundo….Tudo ao vivo e pela maravilhosa/insana internet, celular e PC. Quando iria pensar que aos 80 anos, morando na minha rocinha, longe do mundo exterior, seria uma pessoa moderna, cibernética e tão resoluta?? Vai daí…nessa nossa era tão avançada, mas tão perigosa (os golpes estão por toda parte e a cada dia mais audaciosos e sutis!), resolvi brincar um pouco e publicar nesse meu espaço, coisas vistas na net. Transcrição, mas válida, jocosa e real!
Ajuste seus velhos ditados:
Como estamos na “Era Digital”, foi necessário rever os ditados existentes e adaptá-los à nova realidade:
- A pressa é inimiga da conexão. A pressa é inimiga da perfeição.
- Amigos, amigos, senhas à parte. Amigos, amigos; negócios à parte.
- A arquivo dado não se olha o formato. A cavalo dado não se olham os dentes.
- Diga-me que chat frequentas e te direi quem és. Diga-me com quem andas e te direi quem és.
- Para bom provedor, uma senha basta. Para bom entendedor; meia palavra basta.
- Não adianta chorar sobre arquivo deletado. Não adianta chorar pelo leite derramado.
- Em briga de namorados virtuais não se mete o mouse. Em briga de marido e mulher não se mete a colher.
- Hacker que ladra, não morde. Cão que ladra, não morde.
- Mais vale um arquivo no HD, do que dois baixando. Mais vale um pássaro na mão que dois voando.
- Mouse sujo se limpa em casa. Roupa suja se lava em casa.
- Melhor prevenir do que formatar. Melhor prevenir que remediar.
- Quando um não quer, dois não teclam. Quando um não quer, dois não brigam.
- Quem clica, seus e mails multiplica. Quem canta, seus males espanta.
- Quem com vírus infecta, com vírus será infectado. Quem com ferro fere, com ferro será ferido.
- Quem envia o que quer, recebe o que não quer. Quem diz o que quer, ouve o que não quer.
- Quem não tem banda larga, caça com modem. Quem não tem cão, caça com gato.
- Quem semeia e-mails, colhe spams. Quem semeia raios, colhe tempestade.
- Vão-se os arquivos, ficam os back-ups. Vão-se os anéis; ficam os dedos.
- Aluno de informática não cola, faz backup. ????
- Na informática, nada se perde, nada se cria. Tudo se copia… E depois se cola. Na natureza nada se cria; tudo se transforma.
Eu diria: nos dias de hoje, é teclando que se conversa. E antes: Era conversando que se entendia!
Podemos negar, renegar e sair dessa era maravilhosa? Não, com certeza. Daqui pra frente, só evolução e mais tecnologia. Minha sábia mãe dizia da modernidade, comparando o progresso com cenas aqui da fazenda. Na época da colheita e lavagem do café, em julho, os grãos do arábica eram despejados num tanque; reguladas a saída dos grãos, primeiro os ‘cerejas’ bem maduros e coloridos, vermelhos e amarelos; mexidos; e soltos, tirando umas tabuinhas reguladoras. Daí por diante saiam ‘correndo e rolando’ canaletas abaixo, fazendo retas e curvas até pararem e sendo recolhidos e colocados num carrinho para leva-los grãos à secagem, estendidos nos terreiros cimentados! Vendo esse reboliço todo, minha mãe dizia: _Como o café, ninguém mais segura as pessoas! Seja na moralidade, maldade, ruindade…e outros ‘dades’! E, coitada dela! Nem isso se aplica mais! Terreiros suspensos; sem lavagem prévia; recolhimento, espera, volta ao terreiro…para depois terminar o processo de produção do bom café! Tudo ‘dimuda’ como dizem os roceiros!




