Por Clineida Junqueira Jacomini
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Para meu pai, João Rabelo Junqueira, que nasceu no 7 de setembro de 1913.
Sei que seu dia já passou, mas deles deveriam ser todos os demais! Como são importantes!!! A figura paterna está entre as mais visadas, talvez até pela ‘masculinidade’ de Deus imposta ou inventada pelos homens! Tanto na parte financeira como na social, cultural e, principalmente sexual, o pai figura como centro! Dele variam todas as atitudes dos filhos (as) e de toda sua família. Agora tenho visto no obituário a que leio todos os dias: Fulano de tal, tantos anos, solteiro, 2 filhos, tais e tais! O casamento está em baixa, mas a paternidade não? Sinal dos tempos? Exagero nas cerimônias? Medo do compromisso? Falta de religião? Tudo isso junto e misturado produziram as ‘familias’, (assim mesmo aspadas!) atípicas de nossos tempos modernos. O que antes era radicalmente errado, com casamentos contratados sem amor; traições e filhos bastardos já que não havia a pílula; mulheres acorrentadas aos maridos, pois não eram independentes, aguentavam, aguentavam, aguentavam…. Hoje é o contrário! Produções independentes; pais sendo mães e vice versa; inseminação artificial escolhida etc etc. Mas vamos voltar aos pais. Quando dava aula usava muitos livros infantis para tirar, com meus alunos, lições incrivelmente sábias! Um deles foi: “As diversas mães de Ariel”. Nesse livro, a mãe se mostra multidisciplinar e para cada filho/ocasião é uma pessoa diferenciada! Aprendi isso com meu pai em criança. Mexendo no jardim escorregadio, sob recomendação dele, de sair dali, continuei e cai; recebi uma bronca e sofri com ela mais que a dor do arranhado! Em outro dia, ele me pediu para ir perto do mesmo lugar. Escorreguei também e …caí! Ele saiu da área onde lia como era de seu costume de homem culto, foi até mim, me pegou no colo, me agradou e disse que tudo iria passar! Puxa vida! O mesmo lugar; o mesmo tombo e reações tão diversas!!! Meu pai foi múltiplo. Isso me veio à mente quando, num filme, um colega abordou outro de u’a maneira errada, querendo ingerir, dar palpites, mandar, se intrometer. Seu amigo, pai de 4 filhos lhe disse: _Tenho 4 filhos e sou 4 pais diferentes! _Como, exclamou o outro! _Para cada um e em cada situação tenho que ser e agir diferentemente! _ E como você sabe como ser? _Observando!!! Realmente um pai ou uma mãe não podem ser rigidamente iguais em suas atitudes e para todos os filhos! Para cada um e a cada hora diferente, uma nova e sábia atitude é necessária! Um primo psicólogo quando eu lhe disse que meus filhos eram diferentes e os queria mais iguais me disse: _Os dedos das mãos são iguais? _Não, né? _ Os filhos são assim, diferentes, com personalidade díspares. Únicos em sua complexidade sadia. E como os pais sofrem! Até mais que os filhos reclamentos! Querem o melhor para suas crias, mas nem sempre conseguem isso. E a perda de um filho? Irrecuperável e triste! Superar isso? Só com a ajuda poderosa de outro Pai, o Eterno! Do filme “Troia” ouvi de um pai, ao ver seu filho morto: _Vivi um dia a mais! A lógica seria que um pai, mais velho morresse antes de um filho, mas não é isso que vem acontecendo com acidentes, cânceres precoces e a longevidade dos idosos a cada dia mais extensa!
Enfim, em agosto, setembro, março…. Desejo que os pais assumam seu papel tão importante! Talvez não tenham ideia de quanto! De quanto sua ausência, mesmo fisicamente perto, faz uma criança sofrer! Filho para ser feliz quer pai e mãe juntos, em harmonia, se amando e se dando bem! Isso acontece? Não! Todos serão infelizes, então? Não também, pois não há ser que se adapte às circunstâncias positivas ou negativas com maior facilidade que o homem! Isso pra que? Pra ser feliz! Deus nos fez para sermos bons e felizes! Somos? Sim e não. Vamos pelo menos tentar a primeira opção?? Espero!




