Por Clineida Junqueira Jacomini
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Para os de mais de 80 anos.
Antigamente? Tudo era diferente! Até rimou! E por mim que não rimo nem flor com dor! O que mudou? Para melhor? Para pior? Aceitamos as mudanças ‘numa boa’, como dizem os mais jovens? Isso é fácil? Difícil? Nem tanto? Então, vejamos: Os trabalhos domésticos davam a rigidez da musculatura hoje conseguida bem caro nas academias! Os braços ficavam firmes e fortes! Como? Experimentem descascar uma abóbora! Sobretudo a cambotchá! Cortar espigas de milho! Guiar um carro sem direção hidráulica! Resultado? Braços esguios e firmes! Hoje os vegetais já vêm cortados; com o molhinho pronto ao lado; tudo à mercê das donas de casa…Caso tenham dinheiro! A vida está bem cara! Mas, nos oferece tudo! Ou quase! Se gostamos, aproveitamos e agradecemos… Depende de cada um de nós! Há pessoas que só reclamam! 0utras, passam indiferentes a tudo e, outras, agradecem, agradecem, agradecem! Tudo na vida é uma questão de escolha! Estava fazendo bolo de milho e curau! E em agosto! Isso só acontecia no meu aniversário, em fevereiro, quando as espigas estavam no ponto! Agora come-se de tudo em todas as épocas do ano. Tudo bem que talvez não tenham o gosto forte e original de sua época natural, dada pela mãe- natureza; mas que dá para o gasto/gosto, isso dá. Nos EUA, achei, dentre muitas coisas, a diferença no gosto das frutas e vegetais. Como diziam as velhinhas que conheci antigamente: o alho não tem mais gosto! A cebola também não! Eu ria por dentro: é porque na idade mais avançada nada funciona direito como antes: olhos não enxergam; nariz não sente cheiros; o paladar anda sempre fraco …..Mas, a natureza é mais sábia que o homem. Então ouvi de um agrônomo, produtor de tomates que ele escolhe plantar e depois colher na época normal da produção desse fruto/legume. Prefere ouvir a mãe/natureza que fazer peripécias artificiais que poderão não dar bons resultados. E assim por diante, muitas mudanças veremos se tivermos olhos de ver; ouvidos de ouvir e cabeça pra pensar. E como cantava sabiamente o Lulu Santos em sua música com Nelson Mota:
“Como uma onda”:
Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia.
Tudo passa, tudo sempre passará!
A vida vem em ondas, como um mar
Num indo e vindo infinito. Tudo o que se vê, não é;
Igual ao que a gente viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo no mundo. Não adianta fugir
Nem mentir pra si mesmo agora.
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro, sempre. Como uma onda no mar..…
Constatadas as mudanças; aceitas ou não; qual é o panorama visto além da ponte? Hoje existem exames mais modernos e detalhados; novas doenças (enfrentadas e curadas!). Mais operações de catarata; mais usos de próteses; mais cânceres de pele e em outras partes do corpo; mais longevidade; enfim… Mais qualidade de vida; (há controvérsias!), mas isso é assunto para um nova crônica! Feliz fim de agosto a todos!




