Por Mariana Mendes De Luca | @marianamdeluca

Do outro lado do Atlântico existe uma charmosa região em que debaixo de suas ruas principais são armazenadas as garrafas da bebida mais elegante do mundo. Essa é a região de Champagne, na França, onde é produzido o champanhe, que ficam armazenados em suas caves subterrâneas.
Quando esse vinho borbulhante, sem querer, foi descoberto e caiu nas graças da alta corte francesa, o rei da França Luis XIV instituiu que a região seria a única no mundo onde se produziria a bebida.
O champanhe é fabricado por meio de três variedades de uvas, as pretas pinot meunier, pinot noir e as brancas Chardonnay. Hoje uma garrafa desse vinho não só é sinônimo de elegância como também se tornou sinônimo de comemoração no mundo todo.
Em uma região tão tradicional e com muitas regras para a produção desse vinho, seria impossível de imaginar que uma das comidas que harmonizaria perfeitamente com ele estaria do outro lado do oceano, mais precisamente aqui no Brasil.
A verdade é que a origem desse prato ainda é desconhecida e dentre muitas versões que existem, a que mais se popularizou é que ele teve sua origem na própria França, fazendo ainda mais sentido o sucesso dessa harmonização.
Em algumas versões dessa lenda, esse prato foi criado por uma cozinheira para o filho da princesa Isabel, em outra, por um chef francês trazido de Portugal pela família real, e por uma terceira, e mais provável versão, pelos imigrantes europeus, que fizeram esse prato cair nas graças do brasileiro quando, na década de 20, era vendida em frente as indústrias do interior de São Paulo, o que faz dele, um prato muito conhecido e adorado na região sudeste.
Hoje, o acompanhamento perfeito para uma taça de champanhe, sofreu algumas adaptações para o paladar brasileiro e ao contrário de uma boa garrafa desse vinho superestimado (e caro), pode ser encontrado em um bom bar, padaria e restaurantes. Ah, sem falar nas festas de aniversário, claro!
Isso porque a nossa boa e velha coxinha de frango é a comida que melhor harmoniza com o champanhe.
A surpresa vem acompanhada de uma adoração muito grande por quem realmente entende do assunto, afinal nossos petiscos são ricos, tem gordura, textura e crocância misturada com maciez. Tudo o que um bom degustador de vinhos gosta na hora de harmonizar.
A alta acidez do espumante contrasta com a gordura da fritura e suas borbulhas limpam o paladar de quem aprecia uma coxinha crocante enquanto provam uma taça desse vinho tão elegante.
Hoje com um champanhe em uma mão e uma coxinha em outra, eu me despeço com um brinde às maravilhas que nosso país nos oferece e até A Próxima Taça!




