Oitenta anos

Por Clineida Junqueira Jacomini
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“…….Até aqui nos ajudou o Senhor.” I Samuel 7- 12.

Completei-os dia 3 de fevereiro com comemoração prá valer, linda e perfeita dia 8 desse mesmo mês chuvoso desde sempre! Pois acreditam como Deus é bom? Estrada de terra; terreiro de café; morros e aclives…E nesse sábado, único dia em que não choveu!!! Fez um dia lindo para que pudéssemos receber os amigos, parte deles, pois são centenas e centenas! Enfim, foram aparecendo, aparecendo e eu me enchendo de uma alegria tão genuína que não sabia ter! Duas tendas, um bufett impecável com entradas, almoço, bebidas e o tradicional bolo, tudo feito aqui na fazenda desde a madrugada pela equipe laboriosa do Bufett Cristal. Ocuparam um lugar de guardar cereais chamado Chatão e tudo saiu a contento! Até o sol esquentando os rechauds até a hora do almoço. Peça mesmo me pregaram nossos amigos músicos! Agenor, maestro e sanfoneiro, grande amigo há quase 20 anos disse que não poderia ficar, pois tinha compromisso de repassar o som com seus músicos para um evento à noite! E foi mesmo saindo deixando sua esposa Rita para ir embora com uns amigos! Eis senão quando vejo chegando o Afonso, o Rafael e a minha grande amiga Julia saindo da tulha com seu violoncelo enorme! E mais o Lucas Cozzani, meu cantor preferido de tangos, boleros, em castelhano e em francês!!! Foi demais de bom e lindo! Eles teceram loas à minha pessoa, frequente na vida musical de todos no restaurante Olivia de Poços e onde quer que se apresentem! Para mim, movida à musica, não tem rotina, nem enfado, nem sons demais! Estou sempre pronta a ‘degustar’ pelos ouvidos, com ou sem meus aparelhos ajutórios qualquer som que seja o mais perto da perfeição!! Bem, com todos acomodados e servidos, falei o que me ia no coração: que agradecia a presença de todos; o trabalho incansável de meus filhos: Lizandro, Marilia e Gizela; de meus genros Fabio e Luti; de meus netos João Gabriel, Sophia e Ana Laura e os outros, americanos, mesmo ausentes, mas perto em vontade e pensamento! Bem, pensando no que havia passado, (enfartei!) e olhando para a cicatriz minúscula em meu pulso direito, disse, agradecida, que Deus tinha me dado uma nova chance depois do susto que meu coração pregou em todo mundo dias antes! Para algum propósito eu ganhei mais um tempo de vida e faria juz a isso sendo, a cada dia melhor, servindo o Altíssimo! E como todos usam siglas, eu também tinha as minhas: SSCC: ser simples; sincera; concisa e cristã! Sugiro que todos tentem aprender uma coisa nova todos os dias e façam alguém feliz, ensinando, ouvindo, dando um gloss, uma bota ou simplesmente sorrindo para alguém! Pedi para minha amiga Silvia Ferrante que cantasse o Lua Branca de fulgures mesmo abaixo do sol radiante lá em cima e à minha sobrinha, a pastora Silcley/Tata que nos elevasse a Deus numa oração agradecendo e pedindo as bênçãos divinas para todos nós, principalmente para os que iriam viajar! Culminamos com a oração que Jesus nos ensinou, síntese perfeita do que precisamos para viver bem como cristãos: o Pai Nosso! Foi um dia maravilhoso que, confesso, não me sinto merecedora, mas eternamente grata a todos os presentes, com presentes, sorriso nos lábios e muito amor para me dar! Ah! Dentre todos os presentes, destaco esse que ilustra esse texto; meu amigo Sergio Matta digitalizando uma foto linda tirada anos atrás pela artista Silvia Ferrante: minha casa vista de lado! Por onde chego, paro e entro para ser feliz!

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