“Não há motivo para duvidar da nossa atual capacidade de destruir toda a vida orgânica da Terra. A questão é se apenas desejamos usar nessa direção nosso novo conhecimento científico e técnico – e esta questão não pode ser resolvida por meios científicos; é uma questão política de primeira grandeza e, portanto, não deve ser decidida por cientistas profissionais, nem políticos profissionais” (Arendt 1997). A questão Ambiental (Sandra Baptista da Cunha e António José |Teixeira Guerra 2005).
No Brasil da polarização, as questões climáticas ganharam ainda mais extremismo. Ouvimos besteiras que impulsionam pessoas inescrupulosas a tomarem medidas absurdas sobre o meio ambiente em que vivemos. De boiada passando… até demarcação de mais terra aos índios… temos sempre políticos profissionais de plantão apelando sem nenhuma grandeza. Cientistas profissionais, então?! Temos os que amenizam e dizem que sempre foi assim e outros dizendo que o mundo vai acabar em poucos anos.
Nunca ouviram o homem da floresta ou, se ouviram, fazem dele um artista, um político ou um escritor coaching. Qualquer um aqui que já teve contato com um pescador analfabeto; um campeiro que não tem nem a terceira série ou uma cabocla com 10 filhos criados na lamparina, sabe que a falácia do homem inteligente já está se esgotando.
Chega a ser insuportável ouvir falar em liderança; em inteligência artificial; em viagem interplanetária; em pilares de crescimento, recordes de venda, maior produtor disso ou daquilo. É de se indignar escutar histórias de quem venceu na vida com menos de 40 anos e já tem seu milhão! Novos ícones que dão palestras de RH sem nunca terem assinado uma carteira de trabalho; pessoas que ensinam o que nunca fizeram, mas, que ganharam de bandeja.
Nada desse mundo provém de algo que não seja de um recurso natural! Enquanto não tivermos a grandeza de rever nossos costumes; nosso consumo; nossa sanha em formar mercados para ganhar dinheiro; enquanto não pararmos de ensinar o homem a ser esperto e se enriquecer de dinheiro e ter cada vez mais tudo… Nenhum discurso ambiental cola! A juventude antenada já sabe disso! Como está escrito no início do texto: nada desses profissionais de plantão dará resultado concreto! Tudo tem que vir de nós! E não vai ser o líder que vai lhe falar o que tem que ser feito; muito menos o palestrante famoso que dará as dicas para fazer crescer o seu negócio! É o seu interior e sua percepção como homem- animal que você é, que fará toda a diferença. Estude o conservacionismo e o preservacionismo. O Brasil pode andar com os dois conceitos e ser exemplo para o mundo!! Basta ter uma percepção interna de cada um de nós. Ninguém vai lhe falar isso. O planeta já está falando, mas você prefere acreditar nos profissionais. Esse jornal na sua mão, a tinta, o computador no qual escrevi esse texto…. Tudo provém da natureza. Se você está se dando muito bem é porque está usando bem os recursos de que dispõe. Não precisa exagerar! Aprenda a subsistência com os animais! Seus instintos e seu estilo de vida já contemplam os conceitos de preservação (tanto do ambiente como da espécie). Essa é a grandeza de que precisamos! A prosperidade está na viagem simples e no legado de humildade: a compaixão é um triunfo do homem!

Plínio Aiub
é médico veterinário especializado em animais silvestres




