Por Clineida Junqueira Jacomini
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Para meu lindo redator Ignácio Garcia, que é pacífico, mas me lançou esse repto!
Das mulheres, feminicídios, politicagens… já se falou muito! Então vou mudar de foco! Em tempo de Oscar: Oppenheimer! O ganhador!
Guerras! O que falar? O que pensar? O que escrever? Tempos conturbados já previstos na Bíblia Sagrada para os fiéis. Não os de Alá e de Maomé; nem os de Buda e Rudá. Mas, do Deus de tantos seguidores; aqueles que acreditam na morte vicária de Jesus Cristo. Para eles/nós, Ele voltará triunfante e todo olho O verá. Muitas indagações e previsões escatológicas sobre o tal falado fim dos tempos. Mas, alguém sabe com certeza qual será esse dia? Nem o Filho do Homem sabe quando isso vai acontecer. Ouvindo um excelente professor de Direito Internacional pela Jovem Pan, no programa comandado pelo jornalista Reinaldo Benedetti, numa segunda feira, dia 30 de novembro, aprendi muito. Mas, não fiquei sossegada. Dizia o professor Diego que, sobre as guerras, o Direito assegura algumas regras, todas lógicas mas… e sempre tem um! Só no papel. A realidade nua, crua e bélica é bem diferente e bem outra. Um ditado bem antigo nos diz que: ‘Na guerra e no amor a primeira vítima é a verdade’! E como isso é verdade verdadeira! Cada lado apresenta sua versão dos fatos; cada um defende seu ponto de vista e na hora ‘agá’ ninguém respeita ninguém e todos saem perdendo. Principalmente os civis, os pobres, os idosos e as crianças. Quem lucra é a poderosa indústria bélica; quem trata e destrata a luta são os chefes lá em cima e quem morre é o soldado idealista; no front, defendendo sua pátria e as bombas, sem escolher cores, credos, estados civis e pessoas, caem matando, injustamente! E sempre!
“E certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim”. Mateus 24-6. Então como encarar tantos focos de conflitos mundo afora? A luta está em Israel, mas não, ainda nos lugares santos, em Jerusalém. E a Bíblia segue falando em outros sinais, na grande tribulação (como se as atuais fossem pequenas!); sobre o princípio, meio e fim das dores etc… tenebrosos.
Muitas pessoas de bem e sensatas se admiram e censuram que nós, o resto do mundo continue vivendo sua rotina pacífica (mais ou mesmo!) com tanta gente morrendo, sofrendo, passando necessidades, as mais básicas como ter comida, água potável, remédio, ajuda etc. O homem é assim mesmo! No começo há indignação, respeito e pena; depois tudo cai na rotina e “a gente se acostuma… mas não devia!”, como escreveu a genial Marina Colassanti há décadas!
E o homem parece ser, em sua natureza, bélico, beligerante, mandão, briguento, arretado, como dizem nossos irmãos nordestinos. Vejam vocês os Estados Unidos. Sempre em guerra em algum lugar, com algum país/povo. Desde sua criação, fugindo da velha Inglaterra, ainda que por motivos religiosos. Começando com a luta pela sua independência, em 1775, contabilizei 12 conflitos armados, com mortes e muita destruição. Alguns: Primeira e Segunda Grande Guerra; Coreia, Vietnã, Afeganistão, Iraque… não mencionando as lutas internas, entre irmãos, como a Guerra Civil, com os vizinhos mexicanos e outras. A ‘mola’ seria a indústria bélica, tão forte que move o mundo em suas engrenagens tão sangrentas? Sim! Voltando à sabedoria bíblica: “…Porque onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração”. Mateus 6-21. Concluo, tristemente, que o coração do homem está onde não deveria estar: no sexo, no dinheiro, no poder! Triste isso!
E vi no janeiro quente, literalmente, a comemoração festiva dos palestinos ao se classificarem para o campeonato de futebol. Alegres, pulando de alegria… com a morte ao lado! Pode? Sim! Eu vi na TV!




