Por Clineida Junqueira Jacomini
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A quem tem bom gosto!
Todos sabem de minha paixão por música… a boa. Meu querido amigo, maestro, arranjador, sanfoneiro, cozinheiro, professor… (tudo!!) Agenor Ribeiro Netto está com um novo projeto que, prá variar, deu certo: uma camerata composta por 18 bons músicos tocando metais, cordas (com a devida percussão!) e 2 cantores. Camerata Chácara Viti. Fui assisti-los e sabem onde? No tradicional restaurante Olivia, na entrada de Poços de Caldas, avenida João Pinheiro, 1.135, famoso por suas massas e pratos requintados; serviço impecável, ora remodelado, com o dobro de lugares, num ambiente verde, natural e tranquilo, não fosse a boa música que faz o público seleto da casa cantar e até dançar. Ousadia da casa e do maestro! A música de incrível qualidade vai desde belos tangos à música francesa; de Rita Lee a Adoniran; de Frank Sinatra a Ray Conniff… Uma referência necessária ao querido Lucas Cozzani que, de Por una cabeza, foi à Mercedita e La vie en rose com o timbre peculiar aos três estilos bem cantados, aliás, o que ele faz com perfeição, emocionando a todos! Ah!!! Tocam aos sábados à noite depois das 21h. Agora contam também com uma cantora: a Lu Salles. O título dessa crônica/relato feliz se explica, pois poucas pessoas investem em música e pagam justa e merecidamente aos músicos que, mesmo talentosos, não nascem sabendo ler as sete notinhas milagrosas que se multiplicam pentagrama afora. É preciso anos de estudo; domínio da técnica perfeita e treino, treino, treino… horas a fio! O restaurante Olívia, um prédio secular, numa chácara que sempre pertenceu à familia Viti, (de viticultores), italiana, que ali tinha seu parreiral e fabricava seu próprio vinho, guardados os velhos tonéis originais até hoje, integrando o ambiente. Era o ponto de encontro de outras familias italianas que ali iam conversar e ouvir as notícias pelo rádio. Hoje comandado por uma pessoa idealista que resolveu, galhardamente embalar seus jantares com a boa música! Rubens Mussolin Massa, ousado e mecenas do século XXI, merece reconhecimento, aplausos e a presença de quem tem bom gosto, gastronômico e musical. Assim como seu tio, Luciano Mussolin que comandou o Olivia até há pouco tempo, todos dessa familia também são os responsáveis pela excelente revista de passatempos inteligentes: a Recreativa, fundada pelo patriarca, o banespiano Owen Mussolin.
Não é facil conciliar boa comida com arte! Durante os sábados do mês de dezembro todos estarão lá, com 13 peças variadas e ao gosto dos presentes. Afinal, não há quem não aprecie, por exemplo: La mer; Fly to the moon; Over the rainbow; Volare; What a wonderful world; Arioso; Dança húngara; Perhaps love…. Não deu água na boca e nos ouvidos?
Uma característica importante a se destacar é a comemoração, na casa, de aniversários, bodas e mais alguma outra efeméride que mereça ser festejada, o que dá ao lugar um clima de festança ao som da música, toque de taças, garfos à boca… tudo sob o luar mineirinho, num clima gostoso, tanto na ambientação como no clima ameno da cidade mineira! Apareçam! Não vão se arrepender! Sucesso, Olívia, (que vem dos olivais ali plantados lá no passado!).




