Acúmulo de lixo em trecho da estrada ‘Pedra Rachada’ gera revolta

Por Marcelo Gregório
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A caçamba colocada na altura do km 3 da Estrada Santa Marina Teodoro, popular ‘Pedra Rachada’, zona rural de São João da Boa Vista, tem incomodado os moradores das imediações porque rapidamente o recipiente ‘transborda’ e o alto volume de lixo demora a ser retirado.

De tudo: de sofá velho, sacolas plásticas, caixas de papelão, a carcaças de aparelhos de TV (Divulgação/Arquivo Pessoal/João Luís Joaquim)

Dono de uma chácara situada às margens da via pública, o médico veterinário João Luís Joaquim pediu que o serviço de recolhimento seja feito com mais agilidade para evitar que o lixo se espalhe e chegue às galerias de águas pluviais, culminando em despejo nas águas do Rio Jaguari Mirim, prejudicando o meio ambiente. “A administração passada, se me recordo bem, colocou em um entroncamento da nossa estrada rural, antiga estrada do Bairro José Joaquim (meu avô), uma caçamba para coleta de lixo domiciliar gerado pelos vários ranchos e chácaras de lazer e moradias existentes, atitude esta, louvável e bem-vinda, porém, o grande problema é que a remoção e substituição dessa caçamba não está sendo feita regularmente e frequentemente”, disse o veterinário.

DE TUDO UM POUCO

Na foto enviada por Joaquim ao O MUNICIPIO havia o registro de vários objetos espalhados ao lado da caçamba. Tinha de tudo um pouco: sofá velho, carcaças de aparelhos de TV, sacolas plásticas, caixas de papelão, entre outros objetos descartados irregularmente. “Entramos em contato com o pessoal responsável pedindo a remoção com maior frequência dessa caçamba e a resposta foi que o caminhão responsável estava avariado (defeito nos freios). Ora, existem várias maneiras de resolver isso, desde consertar ou inclusive alugar outro. O que não pode é esperar várias semanas com o lixo daquele jeito, com a retirada parcial”, reclamou o dono da chácara.

LIMPEZA

Na manhã de quinta-feira (16), a reportagem esteve no trecho apontado pelo veterinário e constatou que grande parte do lixo, principalmente a quantidade espalhada, havia sido retirada. No local, há placas com orientações de que é proibido jogar entulho no local, bem como fazer o descarte irregular de materiais, sob pena de multa, conforme estabelecido por Lei Municipal. “O [lixo] que não vai para o rio ou entope as tubulações, ou vai para as pastagens existentes sendo ingerido pelos animais que ali pastam, com toda as consequências que isso provoca neles, inclusive morte desses animais. Além é claro do mau cheiro existente e proliferação de insetos e aves de rapina que se alimentam desse lixo”, pontuou o reclamante.

OUTROS PROBLEMAS

Na Estrada da ‘Pedra Rachada’, Joaquim disse que os moradores sofrem com as constantes quedas de energia elétrica quando chove mais forte. As condições da via também englobam o pacote de reivindicações. “Somos vários proprietários com suas famílias que dependem da estrada para vir trabalhar. Estudantes dependem do transporte para chegar às escolas, seja diurno ou noturno, sem falar do escoamento da produção agrícola que fica prejudicado, assim como a recepção de insumos e constantes quebras de veículos causado pelo mau estado das estradas”, concluiu o morador.

Ele disse que uma associação de bairro deverá ser montada para discutir as questões da localidade. A primeira reunião estaria marcada para este sábado (18) no Restaurante Espaço Vista da Serra, no Km 3,3 da Estrada da ‘Pedra Rachada’. Acionada, a Prefeitura de São João não se manifestou, até o fechamento desta edição, sobre ser dela a responsabilidade de remoção do lixo em período mais curto e nem se haverá melhorias na estrada, conforme solicitações.

SEM FISCALIZAÇÃO

A reportagem do O MUNICIPIO também esteve em outros pontos da cidade e constatou que há situações semelhantes de descarte irregular de lixo, tanto na zona rural quanto na zona urbana, mesmo com placas proibitivas. Um mau exemplo incide ao final da rua Matheus Delalibera, no Jardim Yolanda, onde há um ‘conhecido’ ponto de descarte de lixo que quase invade a estrada e fica repleta de urubus. Já na rua Serafim José Ferreira — bairro Nossa Senhora de Fátima —, no trecho que dá acesso à rodovia SP/344, São João a Vargem Grande do Sul, existe um outro ‘lixão a céu aberto’. No local há sinais de queimada para reduzir o volume de lixo. Na parte alta da cidade, a vicinal que liga São João a Santo Antonio do Jardim também é ‘alvo’ do descarte irregular de objetos. A reportagem voltou a perguntar para a Prefeitura a forma com que é feita a fiscalização, mas não houve respostas.

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