Gerente de posto é preso após suspeita de combustível adulterado

Por Bruno Manson
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A Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) prendeu o gerente de um posto de combustíveis durante uma operação de combate à comercialização de produtos adulterados. A ação ocorreu na tarde de quinta-feira (28), na Vila Oriental, em São João da Boa Vista.

Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início após denúncias e relatos de motoristas que afirmaram ter enfrentado problemas mecânicos em seus veículos depois de abastecerem no estabelecimento.

Operação: perícia realizou nova coleta de combustível no posto investigado (Divulgação/Polícia Civil)

No dia 14 de maio, uma equipe da Polícia Civil, acompanhada por um fiscal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), esteve no local e coletou amostras de combustível para análise laboratorial na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O laudo técnico encaminhado à polícia apontou que o biodiesel apresentava parâmetros fora das especificações estabelecidas pela ANP.

MISTURA

Com o resultado em mãos, os investigadores retornaram ao estabelecimento e solicitaram ao gerente as notas fiscais referentes à aquisição do diesel comercializado no posto.

Durante a apuração, foi constatado que o tanque possui capacidade para armazenar 15 mil litros de combustível. No entanto, as notas fiscais apresentadas, emitidas pelo mesmo fornecedor, registravam a entrada de 3 mil litros de diesel em 12 de maio e de outros 5 mil litros no dia 15 do mesmo mês.

A situação levantou a suspeita dos investigadores de que o combustível coletado para análise teria sido misturado ao produto que já se encontrava armazenado no tanque.

DESDOBRAMENTOS

Diante dos indícios, a perícia técnica foi acionada e realizou uma nova coleta de combustível no local. As amostras foram apreendidas e encaminhadas para exames complementares.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis foi comunicada e informou que o posto será autuado administrativamente. Conforme apurado, o estabelecimento não foi interditado, mas a Polícia Civil solicitou ao Poder Judiciário a suspensão das atividades até a regularização da situação junto à ANP.

O gerente foi conduzido ao Plantão Policial, autuado em flagrante e encaminhado à Cadeia Pública, onde permanece à disposição da Justiça. Ele poderá responder por crime contra as relações de consumo.

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