Reforma do Perpétuo avança, mas chuvas devem adiar reabertura

Por Clovis Vieira
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Fechado ao público desde março, o Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro passa por uma ampla reforma estrutural que contempla a restauração do telhado, das paredes e da pintura. Enquanto as obras são realizadas, as celebrações religiosas acontecem no barracão de festas localizado ao lado do templo.

De acordo com José de Vilas Boas, 68, pároco, reitor e responsável pela igreja, as primeiras intervenções tiveram início em julho de 2025. Diante da dimensão dos serviços necessários, foi lançada uma campanha para arrecadação de recursos destinados à restauração. A ‘vakinha on-line’ continua sendo divulgada nas redes sociais da igreja, e os fiéis também podem colaborar por meio da chave Pix 44832368007013.

Fachada: a pintura externa da igreja está sendo preparada e deve começar logo (Clovis Vieira/O MUNICIPIO)

CHUVAS IMPACTAM CRONOGRAMA

De acordo com Vilas Boas, o andamento da obra segue dentro do planejamento, embora as condições climáticas tenham provocado dificuldades. “O tempo meteorológico vem criando algumas dificuldades”, afirmou.

Um dos principais desafios foi a recuperação do telhado. A estrutura de madeira apresentava danos causados por cupins e infiltrações, exigindo uma intervenção significativa. A madeira comprometida e diversas telhas já foram substituídas.

“O grande problema são os dias de chuva. Cada dia de chuva significa cinco dias de atraso no serviço”, destacou.

A área externa do templo também recebe atenção especial. As rachaduras existentes nas paredes exigem um processo de grampeamento, embora a parte estrutural já tenha sido concluída. A próxima etapa será a preparação das superfícies para a aplicação da nova pintura.

Segundo o religioso, a complexidade da obra exige cautela, especialmente por se tratar de um imóvel com elementos protegidos pelo patrimônio histórico.

“Ainda mais se tratando de um prédio onde a estrutura e as pinturas são bens tombados pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental de São João da Boa Vista [Condephic]”, explicou.

REABERTURA DEVE SOFRER ATRASO

Mesmo com a transferência das missas para o barracão de festas, Vilas Boas afirma que os fiéis têm demonstrado compreensão e colaborado para manter a rotina da comunidade.

“O salão onde o altar foi instalado não é um espaço propício para celebrações, mas é uma situação circunstancial e tem correspondido às nossas necessidades momentâneas”, disse.

De acordo com ele, não houve redução perceptível na participação dos fiéis desde a mudança temporária do local das celebrações.

Embora o contrato da obra estabeleça datas de início e término, o pároco lembra que os serviços começaram com um pequeno atraso. Somadas às interrupções provocadas pelas chuvas, essas circunstâncias devem resultar na prorrogação do prazo inicialmente previsto para a reinauguração do templo.

“Que seja lá de 30 dias ou de 45 dias de atraso, quando as obras terminarem, pretendemos fazer uma celebração com a participação dos fiéis e de autoridades”, concluiu.

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