Por Marcelo Gregório
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Moradores do Parque dos Resedás relatam dificuldades para conseguir medicamentos na Unidade de Saúde da Família (USF) ‘Dr. Benedito Carlos da Rocha Westin’, localizada no bairro vizinho Jardim Azaleias. A principal reclamação é a falta de medicamentos de uso contínuo, como os destinados ao controle da hipertensão e do diabetes, além de antibióticos e outros itens considerados essenciais. Usuários também apontam demora no atendimento e reivindicam melhorias na assistência em saúde mental.
Uma moradora, que pediu para não ser identificada, afirmou à reportagem que o problema é recorrente. “Toda vez que vamos buscar remédio está em falta. Nunca tem. E, além disso, há muita demora nos horários marcados e filas enormes para agendar consultas”, relatou. Outra usuária também criticou a ausência de medicamentos básicos para pacientes crônicos. “Onde já se viu um posto de saúde não ter remédio para pressão, que é de uso contínuo?”, questionou a mulher.
MEDICAMENTOS EM FALTA
Entre os medicamentos citados pelos moradores estão a Losartana 50 mg, utilizada no controle da pressão arterial, e a Metformina 500 mg, indicada para o tratamento do diabetes tipo 2. Dipirona e ibuprofeno também estão na lista. Em nota encaminhada ao O MUNICIPIO, o Departamento Municipal de Saúde preferiu usar o termo ‘indisponibilidade temporária’ para se referir à carência desses medicamentos na rede municipal.
A Prefeitura de São João também informou a falta de Domperidona suspensão, utilizada no tratamento de náuseas e distúrbios digestivos, e de Amoxicilina com Clavulanato suspensão, indicada para infecções bacterianas.
Segundo a administração pública, permanecem indisponíveis em toda a rede os medicamentos Sinvastatina 40 mg, utilizada para controle do colesterol, Salbutamol, empregado no tratamento de crises respiratórias, e Sulfato Ferroso 60 mg, indicado para casos de anemia.
Na USF do Jardim Azaleias, também há falta momentânea, segundo o órgão responsável, de Enalapril 20 mg, Carbonato de Cálcio, Sulfametoxazol, Azitromicina suspensão e Soro Fisiológico Injetável de 250 ml.
REPOSIÇÃO
O Departamento de Saúde informou que todos os medicamentos em falta constam nos pedidos mensais de reposição e aguarda a entrega pelos fornecedores para regularizar o abastecimento. A pasta afirmou que realiza monitoramento permanente dos estoques e reposições periódicas conforme a demanda das unidades. Conforme mencionado pela pasta, quando um medicamento não está disponível em determinada unidade, as equipes consultam, em tempo real, a disponibilidade nas demais unidades de saúde e orientam o paciente a retirá-lo onde houver estoque. Quando possível, os usuários também são encaminhados para farmácias credenciadas ao Programa Farmácia Popular.
Essas medidas, de acordo com a prefeitura, têm como objetivo reduzir os impactos das indisponibilidades temporárias e garantir a continuidade da assistência farmacêutica aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
SAÚDE MENTAL
Moradores também reivindicam a implantação de um Centro de Atenção Psicossocial (Caps) ou de serviço de saúde mental na região do Parque dos Resedás. Segundo eles, as unidades atualmente existentes ficam distantes do bairro, dificultando o acesso da população. “É muito longe e tem muita gente humilde precisando de ajuda”, afirmou a moradora. Em resposta, a prefeitura informou que, no momento, não há previsão de implantação de uma nova unidade do Caps na região. O atendimento em saúde mental é realizado por meio da Rede de Atenção Psicossocial (Raps), com encaminhamento feito pelas Unidades de Saúde da Família e demais serviços da rede, conforme a necessidade clínica de cada paciente.



