A vereadora Aline Luchetta (REDE) usou a tribuna do Legislativo durante a sessão da Câmara Municipal de São João da Boa Vista, na noite de segunda-feira (31), para denunciar que teria sido agredida na Vila Gomes, após averiguar uma denúncia de maus-tratos a animais.

Sem especificar data, a ativista da causa animal relatou no plenário que esteve no bairro há cerca de um mês, nas imediações do cemitério São João Batista. Ao chegar à residência, ela chamou pelo suposto agressor e se identificou como vereadora, contudo, o homem não teria acreditado e pediu que a documentação fosse apresentada. Ainda de acordo com Luchetta, quando houve a aproximação, o homem teria partido para cima dela. “Um senhor me deu um chute no braço. Aí eu comecei a gritar muito. Ele estava envenenando os bichinhos da rua. De tanto que eu gritei, ele desceu com uma faca na mão. Eu acionei o 190 [da Polícia Militar]”, apontou.
Ainda na tribuna, a vereadora seguiu com os relatos. “A polícia disse [para o homem]: ‘olha, a gente veio para conversar. Solte a faca’. Ele tinha me dado um chute no braço machucado. A polícia lá e ele com a faca na mão. Não fizeram nada”, contou.
Luchetta ressaltou que diversos boletins de ocorrência já teriam sido registrados contra o suposto agressor. “Ele já tem uns 20, 30 boletins de bater em uma idosa, envenenar bichinhos. O que precisa acontecer? Eu precisava levar uma facada dele? Morrer?”, indagou a ativista.
“A polícia disse: ‘você nunca tinha vindo aqui?’ Eu falei: não, nunca tinha vindo. ‘Ah, a gente vem sempre’”, afirmou Aline gesticulando para os demais vereadores como se demonstrasse incredulidade diante da afirmação. “Eu não tive pai para bater em mim e levo um chute? É muito falho. Precisa ter uma eficiência maior”, pediu.
O desabafo se deu no último dia do ‘Agosto Lilás’, mês de conscientização e prevenção e ao enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher.
O 24º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPMI) foi questionado pelo O MUNICIPIO sobre quais providências foram efetivamente tomadas pelas equipes que estiveram no local. A fala da vereadora de que a PM teria sido acionada diversas vezes para a mesma residência por outras denúncias e que, segundo ela, as equipes comparecem ao local, mas as providências não avançam também foi abordada pela reportagem. “Não localizamos em nossos sistemas a ocorrência, pois não temos filtros para localização por nomes de envolvidos. Precisamos de dados mais exatos como: data, horário e localidade que foi solicitado o contato de uma equipe da Polícia Militar”, finalizou. A vereadora foi procurada pela reportagem para que informasse a data da ocorrência, mas até o fechamento desta edição não houve retorno. (M.G)




