Conciliadora

Por Clineida Junqueira Jacomini
[email protected]

Para as famílias enlutadas com tristes perdas.

Mérito, defeito, característica, diferença… deem o nome que quiserem, mas isso eu sou: conciliadora. Quando gosto, gosto: de pessoas, filmes, livros, séries… E de poucas coisas posso dizer que não gosto: pudim de pão, paçoca (situação raríssima! Me garantiram, mas não me mudaram!). E assim sempre aconteceu: gostar de pessoas desafetas entre si, odiando-se mesmo, uma antipatia e ódio dignos daquelas pelejas da Idade Média quando cada cavaleiro bem protegido pelo escudo e traje metálico vinha de um lado e seu rival de outro e o embate se fazia em frente ao palanque do rei ou do senhor feudal. Várias dessas situações eu já vivi. Nem tento que essas pessoas se reconciliem, pois, é missão impossível, mesmo não tendo o Tom Cruise como protagonista. Não adianta! O ódio e diferenças são mortais! Mas, eu sempre acho que posso conviver numa boa com ambas as partes! Que elas não se intendam; tudo bem; eu me entendo com cada uma delas! Como em tudo na vida há, não só dois lados mais visíveis, mas N lados sutis e complexos. Até dou razão quando ouço o que cada parte me diz; e assim vamos vivendo! Como outro dia meu tema era atitude, volto a ela. Uma vez num curso de pós-graduação em SP vi, estarrecida (pois nunca havia pensado nisso), que a atitude de uma pessoa está relacionada aos seus interesses. Por exemplo: numa comissão sobre os cuidados com os idosos: uma pessoa que tem na família três pessoas de idade, vai votar a favor de um prédio perto de sua casa; com todas as benfeitorias, pensando em si e em seus familiares. Um vereador que tem horta: vai votar a favor do aumento de verduras na merenda escolar, pensando em vender bem seus produtos… E assim por diante. As pessoas são motivadas quase sempre por seus interesses pessoais. E suas atitudes seguem por esse rumo! Mas, tudo acaba na morte, tão refletida pelo magnifico, ainda que incompreendido Sócrates lá atrás no século V (a.C), mas válidas até hoje. Por que brigar? Por que matar? As pessoas, chamadas de ‘humanas’, mas bem longe da racionalidade que deveria caracterizar a obra prima da criação divina, devido às suas atitudes tão criminosas e ruins, parecem pensar que a vida se restringe a esse ciclo que vivemos aqui na terra. Mas, não! Para os cristãos e para quase todas as religiões haverá uma outra vida pós morte terrena e com julgamento divino, juiz a quem dão vários nomes, mas que é imparcial e justo.

“É fácil escapar da morte…

Mas não da maldade…”

Tenho certeza de que realmente existe tal coisa como uma vida nova, e de que a vida brota da morte, e de que as almas dos mortos existem.

Temer a morte nada mais é do que parecer sábio, sem realmente sê-lo.

E, fico cá a pensar, como diriam meus antepassados lusitanos: será que melhorei a vida de alguém com minha crônica? Espero, sinceramente, que sim!

COMPARTILHAR

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here