São João dos bons zoinhos

CLINEIDA JUNQUEIRA JACOMINI
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Para nossos historiadores: Arten, João Batista, Waldenir, Lorette…

Mais um ano se passou e a polêmica sobre a data da criação da cidade parece terminada, chegando, os bons historiadores a um consenso: ano que vem, 200 anos. Sobre a fundação, dúvidas; sobre ser uma excelente cidade para se morar, não. Enquetes têm sido realizadas e São João sempre se classifica como uma boa e saudável cidade interiorana, sim, mas de porte médio, quase acadêmica tantas são as universidades aqui existentes; rural, ainda; comercial e com várias indústrias, produzindo até aviões! Seu parque industrial prova isso; seu comércio pujante serve à clientela de toda a região. Vamos falar da área rural? Já não tão significativa! “No meu tempo de mocinha”, como diria Nelson de Palma Travassos, que escreveu diversos livros com fatos da época áurea da cidade, a agricultura e pecuária era incrivelmente rica! O algodão, de excelente produção e qualidade! Dava emprego a centenas de trabalhadores rurais à época da colheita. Lindo de se ver os campos branquinhos indo para Aguaí. Agora, nem num museu agrícola e para remédio se acha um único pezinho! Os cafezais e seu produto industrializado também parecem ter diminuído muito. Lembram-se, os mais antigos, do Café Coelho? e do Negrito? Todas as fazendas no entorno produziam café de excelente qualidade, porquanto as terras eram/são férteis; a altitude apropriada; a boa estrutura de todas, propiciando ao bom café gourmet (hoje chamado de terroir) e a mão de obra, escrava/negra e depois a imigrante/italiana farta e eficiente. Agora muitos casarões vieram abaixo; terreiros e tulhas desmanchados; tudo mudado! E o gado? o holandês vermelho e branco da fazenda Coqueiros/Anibal; o branco e preto da fazenda Paraíso/Vilela; o suíço da fazenda Aliança/Zecão/Amarante; o girolando de todo sitiante!! Agora, ninguém na roça e a cidade apinhada de gente, sedenta de comida, água, educação, transporte e entretenimento. Bairros e mais bairros populares com lindos nomes de flores, mas carentes de tudo isso citado acima! Mas, não vamos falar do passado, somente, que foi tão pujante, despejando na política grandes nomes e falar um pouco da história de São João. Soube pelo excelente programa da Rádio Piratininga, com o professor e jornalista Francisco Arten: “Histórias de minha cidade”, que esse nome advém da serra de mesmo nome que cerca a cidade. Sobre São João, o Batista, a Bíblia nos ensina que ele, primo de Jesus, foi o maior homem depois do Santo Primo, tendo batizado Cristo depois de 40 dias no deserto num jejum quase total, não fossem o mel e os gafanhotos! Perdeu, literalmente a cabeça gloriosa defendendo a honra e retidão do casamento. Sobre os folguedos em sua honra até hoje, diz a lenda que quando Maria foi visitar sua prima, Isabel, os bebês pularam em seus ventres. E a fogueira, acesa no alto, depois que Maria voltou à cidade de origem, seria um sinal para avisar que João tinha nascido, região montanhosa e de difícil acesso. Coerente isso; e a pipoca, quentão, batata doce assada; paçoca, pés-de-moleque e de moça, mastro, bandeirinhas, quadrilhas….. Ah! Isso é tudo do bom gosto do brasileiro, mesmo!

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