Tour ‘minerim’

CLINEIDA JUNQUEIRA JACOMINI
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Para a turminha boa da “Academia em Sampa”.

Mês passado alguns confrades e confreiras de nossa Academia formaram um grupo, coeso e interessado em arte, com o nome citado acima… E lá fomos nós, felizes a São Paulo visitar a exposição alusiva às aguas azuis de Monet e outra, de Michelangelo. Maravilhosas, ambas, tridimensionais, ainda que itinerantes e de curta duração. Pois bem! Esse novo e animado grupo liderado pelo Antônio Carlos Lorette, nosso presidente e a Professora Carmen Lia Botelho resolveu visitar Poços de Caldas e suas relíquias indescritíveis! Foi bom demais! Primeiro, subindo a serra e chegando à bela cidade mineira, fomos diretos ao Palace Hotel, ainda gerenciado por membros da tradicional família Miguel. Histórias infindáveis contadas pelo nosso historiador-mor, professor da PUC e arquiteto Lorette. Ele sabe tudo! Sobre tudo! As construções de antigamente, num terreno pantanoso, era uma base feita em pilotis de madeira, recheados por pedra e só depois erguidas as paredes. E mesmo assim, na maior parte dos prédios centrais de Poços tem água minando pelas paredes. Dali fomos ao Cassino, ao lado. Salões grandiosos e de refinado acabamento. O azul e dourado é lindíssimo! Também, carradas de explicações sobre seu estilo e construção; sobre o incêndio que destruiu uma das partes, hoje dando lugar a um espaçoso teatro, com três pavimentos. Seu estilo é um tanto moderno e diferente do resto do prédio, construído em 29. De lá, almoçamos no Francesco (que ninguém é de ferro!), ainda mais com o frio que estava fazendo, comemos até! Aí, foi a vez das Termas Antônio Carlos, nome de um presidente mineiro, à época, dado aos governadores dos Estados na década de 1930. Vitrais maravilhosos, toda remodelada, vários pisos para as variadas funções do prédio: limpeza de pele, massagens, banhos, os mais variados, sauna, cafeteria, lanchonete, sala de exercícios, a nova e a antiga que mais parece coisa da idade média e suas torturas! De lá, partimos para o Museu Histórico e Geográfico em frente à Estação Ferroviária, entrada da cidade, antigamente. Relíquias maravilhosamente bem cuidadas e catalogadas, de pedras aos móveis; de fotos às exposições itinerantes. Dessa vez sobre a milagrosa água tão em uso em nossa região, paulista/‘minerim’.

Já à tardezinha, café no chalé azul do Instituto Moreira Sales no alto da Caldense. Tudo lindo e gostoso, sempre! E mais lições do mestre Lorette!

Mas, por que abordei esse assunto que mais parece interessar a quem pôde ter a felicidade de tê-lo feito? Porque soubemos com riqueza de detalhes que a cura termal, ou pelas águas, frias ou quentes, conhecida e usada na Europa, desde o século XVIII tem um roteiro complexo para ser eficaz! Num amplo espaço, envolvendo um verde e frondoso parque; um bom hotel; os cassinos muito utilizados até 1948 quando Dutra os fechou, até o lugar para banhos e receitas do uso das águas minerais, tudo isso era e ainda é importante para a cura dos males digestivos, de pele, do reumatismo, artrose etc. Um tratamento holístico, global, envolvendo a mente, o corpo, as emoções, os familiares dos doentes… Tudo envolto numa aura de tranquilidade, beleza e saúde!

Os doentes, tantas vezes, tinham sucesso e saravam; mortos, eram enterrados por ali mesmo. Os familiares tinham seu tempo passado no parque; os homens, no cassino; todos, nos passeios e uma situação deprimente e triste tinha lá seu lado prazeroso!

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