Polícia Civil fecha casa de prostituição no Santo Antonio

Por Bruno Manson
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Uma casa utilizada como ponto de prostituição foi fechada pela Polícia Civil no final da tarde de terça-feira (14) no bairro Santo Antonio, em São João da Boa Vista (SP). O imóvel estava ocupado por cinco garotas de programa na ocasião. Uma mulher, suspeita de comandar o local, foi presa. O caso veio à tona após uma denúncia anônima.

Durante as investigações, uma equipe policial foi à residência e se deparou com uma camionete saindo da residência. Foi realizada uma abordagem, porém, o condutor não tinha nada de ilícito e foi liberado. Logo em seguida, os policiais civis avistaram uma senhora lavando o quintal, a qual relatou que era faxineira e disse que havia algumas mulheres na casa, chamando por uma delas para conversar.

‘A casa caiu’: imóvel era utilizado como ponto de prostituição no Santo Antonio (Divulgação/Notícias Policiais)

Na ocasião, os investigadores tomaram conhecimento que as garotas pagavam diárias de R$ 150 pelo uso do quarto. Os valores eram repassados à responsável. Ela não morava no local, mas era a encarregada pelo imóvel e mantinha o local com todos os cuidados de limpeza, contas e higiene.

PROGRAMAS

O imóvel era ocupado por cinco mulheres que atuavam na atividade de prostituição, sendo que uma delas estava com um cliente no quarto no momento da operação policial. Os programas eram agendados por meio de anúncios em sites de acompanhantes, com valores que variavam de R$ 150 a até R$ 200.

EXPLORAÇÃO DA PROSTITUIÇÃO

Após apurar essas informações, a equipe policial entrou em contato com a suspeita de comandar a casa, a qual foi até o local para prestar esclarecimentos. Ao falar com os policiais civis, ela afirmou que aluga o imóvel por R$ 1.300 mensais e subloca às garotas de programa, que pagavam por dia de uso do local.

A averiguada ainda informou que tinha conhecimento de que eram realizados programas sexuais na residência, explicando que as garotas alugavam para esta finalidade específica.

De acordo com ela, o preço pela diária era dado de acordo com a ‘cara da menina’, cobrando mais barato ou mais caro conforme o potencial dela para conseguir clientes. A suspeita ainda declarou que mantém a casa há cerca de um ano, sempre com o mesmo propósito.

PRISÃO

Os depoimentos coletados apontavam que a suspeita obtinha lucro por meio da exploração da prostituição. Diante disso, ela foi levada à Central de Polícia Judiciária (CPJ), sendo presa e encaminhada à Cadeia Pública, onde permanece à disposição da Justiça.

CÓDIGO PENAL

A prostituição em si não é crime no Brasil, sendo inclusive uma atividade reconhecida pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) por meio da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). Contudo, a exploração desta atividade é crime previsto no Código Penal. A pena é de reclusão –de dois a cinco anos– e multa para quem manter, por conta própria ou de terceiro, estabelecimento em que ocorra exploração sexual, haja, ou não, intuito de lucro ou mediação direta do proprietário ou gerente.

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