Sina

CLINEIDA JUNQUEIRA JACOMINI
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Dias atrás escrevi sobre destino e me esqueci de mencionar a palavra árabe “Maktub: estava escrito”, referindo-se ao nosso destino e o que temos que passar sob o comando de Alá. Também, tempos depois, nome do livro de Paulo Coelho, ligado a esses temas exotéricos. Sempre gostei de filosofia! Desde “O homem que calculava” de Malba Tahan (na verdade, um professor de matemática carioca: Júlio Cesar de Melo e Sousa); agora mais ainda com a reapresentação da novela “O clone”, utópica (ainda!)quanto à formação de um novo ser oriundo de uma pinta nas costas do mocinho e toda a polêmica que isso causou. As frases do tio Ali são excelentes! São diversas e sábias lições seguidas (e citadas constantemente) pelos árabes, antigos como o mundo! Temos realmente que passar por tudo que vivemos? Estava mesmo escrito em algum livro nas nuvens celestiais? Epa! Falar em nuvem agora é moderno, pois tudo vai para e fica guardado no arquivo Cloud. Moderno, antigo, já passado, já vivido… tudo nos faz pensar nessa nossa vida regrada ou não; reles ou significativa; simples ou rebuscada…. Temos novas tecnologias, as mais avançadas. Nós, mais velhos nos tornamos com o passar do tempo, meio androides, cibernéticos, ciborgs. Precisamos de bengalas, próteses, as mais variadas, dos dentes aos dedos; aparelhos auditivos, óculos etc etc. A ciência pesquisa e produz a nosso favor. Mas, também… e sempre tem um porém em tudo, o progresso é usado para falcatruas, ganhos ilícitos, roubos, ruindades mil! Mas isso é tema para uma nova crônica!

Mas, para desanuviar (outras vez a nuvem antiga/moderna!), assisti a um vídeo com uma lição maravilhosa de um escritor , talvez o mais famoso do século XX, Franz Kafka. Autor famoso de “Metamorfose”, teve uma vida curta, morrendo aos 40 anos da tuberculose tão letal anos atrás. Conta o vídeo como sendo narrado pela última namorada do escritor. Fake ou verdade, aqui vai pela bela lição que nos passa. Kafka morava em Berlim e sempre ia à praça em frente à sua casa para ler seu jornal diário. Deparou-se um dia com uma menina chorando, inconsolável, pois perdera sua amada boneca. Até ajudou a procurá-la, mas, debalde: nada da dita cuja. Em casa, aquela cena da menina chorando não saia de sua cabeça. No dia seguinte, ele voltou à praça, dizendo-se ser o carteiro das bonecas e entregou à menina uma carta. Era da boneca se desculpando, pois, saíra com pressa para fazer uma viagem com suas amigas, outras bonecas, ao redor do mundo. E assim, dia após dia, o escritor entregava à infante, mais consolada, uma nova carta, obviamente escrita por ele, oriunda dos mais diversos lugares do mundo. Até que um dia, sem mais opção de descrição, Franz comprou uma boneca e a entregou à menina. _Essa não é a minha boneca, respondeu ela ao receber o presente. No dia seguinte, uma nova e última carta: _Já viajei por muitos lugares, conheci muitas pessoas, e fui me transformando em uma nova boneca, explicava a boneca/FK. E terminava: “Tudo aquilo que você ama, forçosamente você vai perder um dia, mas tudo voltará em forma de amor!”

É nossa sina viver bastante? Morrer cedo? Ser feliz ou infeliz? As únicas coisas realmente significativas são: ser bom, fazer o bem e ser relevante e importante para alguém, nem que seja para um cão que tanto ama seu dono.

Então, procurar sempre imitar Jesus, lembrado em abril, que foi bom, fez o bem e é importante, senão essencial para 2,3 bilhões de cristãos!

Feliz Páscoa com Cristo ressurreto!

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