Clineida Junqueira Jacomini
[email protected]

A nós, no nosso dia.…que são todos! Supremacia feminina inegável!
Adoro a letra e música: Mulheres, do Martinho da Vila e nosso! Abrange todas nós, mulheres variadas, complexas, únicas! Somos mais mesmo! Mais cheinhas, graciosas, frágeis, sentimentais, fortes/fracas, amorosas, sensíveis, choronas…. Polivalentes é dizer pouco das mulheres! Fazemos tudo…bem e ao mesmo tempo. Nossa jornada sempre foi dupla, tripla, poli! Dizem que, essa versatilidade, já que somos atentas a tudo, se deve aos tempos das cavernas quando, aos homens só era exigido caçar, pescar e guerrear (ah! Mais alguma coisa, bem prazerosa por sinal, senão a humanidade não existiria e os homens seriam extintos!). A elas, mulheres, mães, esposas…cabia tomar conta da prole, dos idosos, de tudo, evitando qualquer tipo de perigo e protegendo, muitas vezes com a própria vida, quem estava ao seu encargo, em casa. Sempre disse aos meus alunos da graduação e da Terceira Idade que não somos melhores: somos diferentes! Pois reconsiderei e digo de boca mais que cheia: somos, sim, melhores! Não para fazer força, trocar um pneu, subir em escadas, fazer reformas, pegar peso etc. etc. desse jaez. Mas, para entender, resolver, conciliar, amar, dar de si, abnegar, perdoar…não tem outra figura!
É claro que existe um exagero de minha parte nessa análise um tanto quanto parcial e tendenciosa. Um homem pode e muitas vezes enxerga o que deve ser visto. É uma questão de cérebros e suas chaves mestras que lhes abre e ativa. As pessoas são auditivas, visuais e cinestésicas. Seus cérebros reagem aos estímulos que ouvem, enxergam ou se movimentam, respectivamente. Isso tem mais a ver com as reações dos humanos e mais, bem mais, que o sexo que os diferenciam. Aliás, todas as mulheres têm também seu lado masculino e vice-versa: os homens tem lá seus babados femininos. A dosagem de seus hormônios é que faz toda a diferença.
Estava pensando na mulher ideal quando li em Provérbios – 31 a exaltação à figura feminina e todos os seus encargos também! Ela edifica a casa, sendo virtuosa; seu valor excede às joias mais finas; é confiável; ganha seu sustento; faz bem ao esposo; tece o linho e a lã; levanta-se cedo e trabalha; comanda suas servas; examina uma propriedade e a compra; planta vinhas com suas próprias rendas; tem força física e a usa para o bem; sua lâmpada/luz não se apaga; sabe usar o fuso e roca; é bondosa; atende ao aflito e ao necessitado; não tem medo; enfrenta tudo: neve, frio, calor, problemas… Faz cobertas e se veste com apuro. Honra e dá boa fama ao marido; faz roupas e as vende; fala com mansidão e sabedoria; leva a bom termo sua casa; não é preguiçosa; seus filhos e seu esposo a elogiam; é exaltada por todos que a conhecem…. Essa é a esposa virtuosa> Feliz o homem que a procura, acha e valoriza!
Para terminar sem brigas, hoje tão comuns entre pessoas até amigas, digo que podemos não ser melhores que os homens; somos realmente diferentes, mas…para melhor! Falei!
E duas diferenças básicas entre homens amados e mulheres queridas: Um homem não é capaz de ver uma toalha no banheiro que está do avesso e arrumá-la! Além de fazerem xixi de pé.
Ah! Mais uma diferença, nos hábitos antigos, relatada pelo Mark Twain quando as meninas só usavam saias, num século lá de trás! Ao serem surpreendidas, quando alguém lhes jogava algo no colo, as meninas abriam as pernas e os meninos as fechava. As saias rodadas das meninas aparavam tudo que lhes caíssem por ali e os meninos, com suas calças de pular brejo, tinham que fechar seus cambitos senão perdiam tudo.
E depois de tudo isso topo com o abominável homem de nosso século que, ao invés de dar valor às mulheres tão sofridas no cenário dantesco da guerra Rússia/Ucrânia, fala injuria sexual e ainda põe a mãe no meio! Pode? Infelizmente, pode!




