Superman é bissexual! O mundo não é mais o mesmo

Um dos assuntos que mais fez “barulho” recentemente na internet, seja em grupos de “zap zap” ou redes sociais foi que Superman é bissexual. Tudo começou quando a DC Comics anunciou que o Super-Homem se descobrirá bissexual na 5ª edição dos quadrinhos “Superman: Son of Ka-El” que será lançada dia 9 de novembro. A revelação foi feita pelo site IGN juntamente da imagem do primeiro beijo do personagem em outro homem.

Esse anúncio gerou repercussão em todas as áreas do entretenimento. Por um lado foi ovacionado, por outro sofreu ataques e discursos de ódio. Homofobia é crime, não opinião!

E por que o mundo não é mais o mesmo? Em 1533 houve uma legislação com embasamento bíblico que criminalizava a homossexualidade e durou até início dos anos 1970. Pra piorar a situação, em 1954 os EUA viviam sob medo constante e um psiquiatra alemão chamado Fredric Wertham escreveu o livro Sedução do Inocente, onde ele descrevia os efeitos “maléficos” dos quadrinhos sobre as crianças, entre eles o estimulo ao homossexualismo. Quais foram os alvos? Batman e Robin! As editoras receosas com uma regulamentação do governo, criaram uma associação autocensura chamada ‘Comic Codes’.

Na década de 70 a associação perdeu força com a Marvel e DC publicando sem o selo da Comic Codes. Em 1973 o psiquiatra mudou de opinião e disse que os quadrinhos eram “válidos e construtivos.” Chegam os anos 1980 e nossa realidade começa a abolir uma legislação baseada somente em preconceitos. Mas isso é importante? Se pararmos para analisar que as pessoas LGBT+ sempre existiram e a primeira HQ de super-heróis foi em 1938 com a Action Comics #1 de Superman e levou quase 50 anos para termos o primeiro personagem LGBT+ é um tempo considerável de silêncio forçado. Extraño em 1987 foi o primeiro da DC. Anos depois Estrela Polar da Marvel. Hoje em dia temos os casais Meia-Noite e Apollo, Wiccano e Hulking, a homossexualidade do Homem de Gelo, o gênero fluido de Loki, e as bissexualidades de Arlequina, Hera Venenosa, Mística, Batwoman, Mulher Gato, Mulher-Maravilha e agora Jonathan Kent, o novo Superman.

Isso não é para excluir o leitor heterossexual, mas sim, abrir espaço para mais pessoas participarem dessas histórias. E qual a essência de um herói? Enfrentar vilões, combater preconceitos e, como diria o novo slogan do Homem de Aço ter a “Verdade, justiça e um amanhã melhor”? Realmente, o mundo não é mais o mesmo… ainda bem!

Roberto Chaves é cinéfilo e criador de conteúdo, mantendo um canal do youtube.com/robertochaves e instagram @rrchaves, pelos quais trata de assuntos do universo cinematográfico.

ESTE ARTIGO NÃO REPRESENTA, NECESSARIAMENTE, A OPINIÃO DO JORNAL O MUNICIPIO.

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