Orientação Profissional-1

Em muitos momentos da nossa trajetória profissional, há necessidade de desenvolvermos reflexões que apontem para o alinhamento ou desalinhamento entre a realidade que estamos construindo e os sonhos que alimentaram nossas esperanças, nossas lutas nos cursos que fizemos, nas aprendizagens que escolhemos e no conhecimento que fomos acumulando em nossa vida.

De um modo objetivo, são questionamentos sobre o modo como estamos caminhando profissionalmente. E assim, de maneira bem individual e com sentimento de presença e autonomia, responder a algumas provocações: estou construindo a felicidade que planejei? Assim como estou indo, como estarei pelos próximos cinco anos? A cada dia que passa, meus sonhos estão mais perto ou mais longe de serem realizados?

Certamente, haverá sempre dificuldades para encontrarmos as respostas certas e definitivas para os questionamentos mencionados. Nós mudamos, nossos sonhos mudam, as empresas mudam e a vida muda.

No entanto, algo dentro de nós sempre nos sinaliza se estamos indo ao encontro ou de encontro à felicidade que sonhamos. Ao fim de cada jornada diária, respiramos em paz por termos realizado mais uma etapa da nossa caminhada para completarmos o que vamos sendo, e queremos ser, ou suspiramos de alívio por limpar de nossa alma algo que nos traz toxidade e melancolia diárias?

Um método importante para fazermos tal avaliação é considerar três perspectivas sobre nossa vida profissional: as condições da remuneração, o ambiente de trabalho e o potencial para o desenvolvimento.

Trabalho ou serviço ideal é o que reúne as três condições:

– estou em um ambiente com clima organizacional que respeita as diversidades, é inspirador, proporciona boa convivência, onde sou ouvido, a liderança acata minhas dúvidas, acolhe os meus temores e a minha vontade de realizar os meus sonhos, cobra resultado e motiva para eu construí-lo? Local para o qual tenho vontade de ir e ficar quando acordo.

– a minha remuneração é proporcional ao que eu entrego para organização, às minhas realizações e às condições da própria empresa? Sinto que sou reconhecido pelo que faço e recebo minha remuneração de modo equivalente? Sinto-me em equidade?

– onde estou e como estou trabalhando está indo ao encontro do desenvolvimento pessoal e profissional que desejo? É o sentimento de que daqui a cinco anos, por exemplo, estarei mais competente e importante para mim, para a empresa e para o mercado de trabalho. Para o mundo, enfim.

Tais reflexões também devem ser aplicadas quando penso em mudar de trabalho, de emprego ou de empresa: para onde vou o ambiente é mais humano, mais respeitoso e não tóxico? A remuneração é mais justa? Vou ter um desenvolvimento pessoal e profissional mais potente?

Se respondermos a, no mínimo, dois dos questionamentos acima, é uma sinalização de que devo mudar de empresa. Se respondermos a somente um, é melhor continuar com a busca por nova colocação no mercado.

Certamente, há a situação extrema, quando o trabalho está adoecendo o corpo e a alma, que exige saída imediata. Mas tal situação não é construída imediatamente. Normalmente, é um processo que fomos vivendo, concedendo ao medo de agir até que ficasse tão grave que não admite mais escolhas a não ser sair. Antes que chegue a tal ponto, importa que façamos as reflexões aqui sugeridas.

No próximo artigo, veremos os três momentos importantes na vida para fazermos as escolhas profissionais. Como fazê-las?

Um Orientador Profissional pode ajudar em tais trajetórias.

José Márcio Carioca Administrador de Empresas e Orientador de Escolhas Profissionais.

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