Filho nas compras, pode?

Quem já levou um filho para acompanhar nas compras sabe o quanto é difícil essa tarefa para os pais, e pode ser em qualquer lugar, num supermercado, numa loja de roupas, e em uma loja de brinquedos então?

É muito comum os pais falarem coisas do tipo: “agora não”, “isso você já tem”, ou então quando a coisa fica feia mesmo, acabam dizendo: “você vai ver quando a gente chegar em casa”, ou então “você nunca mais vem comigo” e assim por diante.

Isso acontece porque a educação financeira ainda é pouco disseminada em nosso país, é difícil encontrar uma família que realmente se preocupa em trabalhar as questões financeiras de forma natural entre todos os seus membros.

Recentemente, houve uma alteração na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) que trouxe a educação financeira para dentro dos currículos escolares, mas mesmo assim, ainda será insuficiente se tratada de forma isolada por alguns professores ou disciplinas.
Se a escola ainda não está totalmente preparada para trabalhar a educação financeira, todos nós precisamos assumir o papel de educadores, seja em casa, no trabalho, nas horas de lazer, enfim, é nosso dever disseminar a educação financeira para todas as pessoas à nossa volta.

Sem a educação financeira existe uma falsa impressão de educação, afinal, quantos profissionais espetaculares acabam fracassando na vida por não saberem administrar corretamente seus próprios recursos financeiros?

É preciso treinar a nossa mente todos os dias para que possamos tomar decisões assertivas relacionadas aos quatro principais pilares das finanças: ganhar dinheiro, gastar dinheiro, pegar dinheiro emprestado e aplicar dinheiro.

Perceba que se sobra dinheiro é preciso investi-lo e, se falta dinheiro, é preciso pegar emprestado, então nossa mente está a todo momento tentando equilibrar esses quatro elementos de modo a buscar felicidade com essa equação.

Cada pessoa tem seu próprio perfil, por isso o mais importante é treinara mente para que busque a harmonia entre essas forças e entenda o correto mecanismo das variáveis financeiras que podem afetar suas decisões, e isso deve começar desde cedo.

Então aproveite toda e qualquer oportunidade de trabalhar a educação financeira com as crianças, porque mesmo que isso dê um pouco de trabalho, a construção dos valores por meio dos nossos próprios exemplos fará com que se tornem pessoas mais conscientes e preparadas para um mundo melhor.

Rodrigo Simão da Costa é coordenador da Escola de Negócios Online do UniFEOB

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