A liberdade de imprensa é crucial para a democracia e para a fiscalização dos atos daqueles que estão no poder. Como chefe do Executivo, não vejo absolutamente nenhum problema em ser fiscalizada pelos órgãos jornalísticos de nossa cidade que, ao meu ver, estão pautados em seus direitos. Entendo, ainda, que esta mesma liberdade é facultada a mim, quando percebo a necessidade de opinar, democraticamente, abrindo o debate sobre temas veiculados na mídia.
No último dia 11 de agosto, li o editorial do jornal O MUNICIPIO, intitulado “Uma nova missão”. O texto tratava doposto recém-atribuído a José Fernando Bruno em nossa administração. Ele deixou o ofício de diretor de Segurança e Trânsito e passou a ser chefe de Gabinete, posição em que também possui grande experiência, como bem foi salientado.
Devo informar, porém, que Bruno chega ao Gabinete dentro da continuidade de um processo necessário de somatória de esforços para a realização do planejamento liderado por mim, enquanto prefeita.
Diante da situação que vivemos, dos desafios da nova gestão, das circunstâncias que envolvem a pandemia e dos problemas extremos que encontramos em diversos departamentos após a antiga administração (que custou a passar por alternância de poder), é natural que ocorram certas mudanças e ajustes.
Muitas dessas modificações são oriundas, justamente, de circunstâncias elencadas no próprio editorial, como a hipotética obra da “construção da represa” que, desde 2004, foi tratada como plataforma política.
Outras cobranças a respeito de itens como a “área de lazer do antigo pátio” e a “implantação da alça viária” foram feitas, no referido artigo, sem a consulta dos procedimentos adotados por mim e pelas lideranças que me acompanham. Deu-se a entender que estamos inertes quanto a estes aspectos, o que não corresponde, em hipótese alguma, com a verdade.
Por fim, o jornal espera que Bruno, enquanto chefe de Gabinete, coloque “a Prefeitura nos trilhos”. Eu, respeitosamente, prefiro dizer que este profissional é mais um integrante da equipe que tem, como mister, a tomada de decisões de forma participativa, porém organizada e liderada por mim, enquanto prefeita.
Utilizando a mesma analogia, posso afirmar que, a partir de agora, José Fernando Bruno está (assim como todos os diretores e assessores em quem confio), ocupando seu espaço na mesma locomotiva, que segue firme na direção que foi traçada em meu plano de governo.

Maria Teresinha de Jesus Pedroza é prefeita de São João

