Na última segunda-feira (10), o Santos apresentou o técnico Fernando Diniz. O treinador assinou um contrato de um ano, na tentativa de reorganizar a equipe da baixada, após a perda jogadores importantes e a eliminação do Campeonato Paulista. Diniz tem boas ideias, mas isso não significa que é um bom técnico.
O treinador ganhou destaque depois da ótima campanha com o Grêmio Osasco Audax no Campeonato Paulista de 2016. Na ocasião, a equipe foi derrotada na final para o Santos, em um confronto equilibrado. Nas quartas de final, o Audax tinha batido o São Paulo por 4 a 1. Ou seja, foi uma campanha brilhante, de um time que prezava pela posse de bola e evitava dar ‘chutões’. No entanto, na sequência da carreira, Diniz não conseguiu repetir os bons resultados.
Em 2018, o treinador teve a oportunidade de comandar um o Athletico-PR, time de primeira divisão nacional. Diniz implementou seu estilo de jogo, mas não funcionou. Foi demitido após 21 jogos: foram cinco vitórias, sete empates e nove derrotas, deixando o Athletico como vice-lanterna do Brasileirão. Mais tarde, naquele mesmo ano, o Furacão foi campeão da Sul-Americana. Ou seja, o elenco não era ruim.
No final de 2018, Fernando Diniz assumiu o Fluminense para comandar o time durante o ano de 2019. Mais um fiasco pra conta dele. Deixou o cargo após perder nove dos 15 jogos que disputou pelo Campeonato Brasileiro, que colocaram o Tricolor carioca na 18ª posição.
E o último trabalho de Diniz foi com o São Paulo. Contratado em setembro de 2019, ele teve muitas dificuldades para conseguir resultados no início, mas não abriu mão do seu modelo de jogo. Dessa vez, ao contrário do que aconteceu nas outras grandes equipes que passou, Diniz teve mais tempo para trabalhar e conseguiu implementar suas ideias com eficiência. Tanto é que o São Paulo liderou o Brasileirão durante boa parte do ano de 2020, com o melhor futebol do país. Mas, na virada para 2021, veio o anticlímax. Foram seis jogos consecutivos sem vitória e o Tricolor perdeu a liderança da competição. Diniz caiu antes do término.
Passou da hora de Fernando Diniz fazer um trabalho mais eficiente. A proposta de jogo é interessante e é gostoso ver times com essas estratégias em campo, contanto que sejam bem executadas, algo que Diniz não tem feito. Se quiser entrar na prateleira dos bons técnicos, precisa sair das boas ideias e ir às práticas eficientes. Em um Santos bagunçado, com elenco enfraquecido, tenho minhas dúvidas se vai atingir esse objetivo.

Nickolas Santos

