Ariovaldo Roque Quintana, o Vadinho, ponta-direita veloz, de rara habilidade e muitos gols pela Sociedade Esportiva Sanjoanense nos anos 1960, nos deixou, aos 76 anos, dia 28 de julho último. Agrônomo formado em 1970 pela ESALQ – USP de Piracicaba parou com o futebol para iniciar carreira na empresa Ultrafertil, servindo nas regiões de Bebedouro, Igarapava e Casa Branca, onde instalou posteriormente uma firma de processamento e venda de fertilizantes.
Casado com Marly Gebara Quintana deixa os filhos Rodrigo Gebara Quintana – funcionário público federal – e Ariovaldo Roque Quintana Filho, também graduado em agronomia, e os netos Henrique, Arthur, Júlia, Camila e Sofia.
Ao se aposentar passou a curtir mais de perto os familiares e as tradicionais rodas de amigos, assíduo frequentador que foi, antes da pandemia, do Restaurante Peixotinho e do Bar do Robson. Ali o papo era colocado em dia e a prioridade, porém, sempre foi o futebol, que ele debatia de forma racional, com argumentos e ponderações sensatas, sem exageros exacerbados, apesar de apaixonado corintiano e das gozações de praxe. Eram seus fiéis companheiros nos finais de tarde e manhãs de domingo, entre outros, Raulzinho Andrade, Gabriel Rabelo, Niltinho Nascimento, João Cabeça Branca, Mário Figueiredo, Marcinho Patrão, Adinho Oliveira (o Berro Grosso), Paulinho Orrú, Clineu e o filho João Otávio Junqueira.
Voltando aos tempos da Esportiva, Vadinho fez parte, com toda certeza, da melhor geração de atletas amadores da centenária história do clube, os dourados anos 60, sob a batuta do treinador Oscar Ferreira Varzim, o Radar. Entre os mais destacados podemos citar Ovane, Milton Pigatti, Kita, Paulinho Fiori, Chocolate, Richard Rocamora, Patinho, Luiz Mourão, Dario, Pelézinho, Alemão, Mário Mangú, Luizinho Catêto, Riolando, Geraldo, William Turco, Maurício Azevedo, Luís Nora, Maneco, Ninho, Clayton, Tiriba, Bode, Henrique, Benedetti, Nani, Paschoal, Guinhão, Nenê Carolina, Pedrinho, Milton Cavalcanti, Xepê, Edval, Pagão, Ivan, João Marcon, Ditinho Graveto, Neto, Acácio, Didi, Biriba, João Mangú, Dimas, Sidnei, César Ciacco, Betinho Galvani, Edval, Zé Carlos Sibila, Ed Caslini, Ademir Gebara e Zé Carlos Andrade. Uma constelação de craques.
Quem conviveu com Vadinho Quintana sabe de sua simplicidade, educação, respeito e amizade sincera. Vai fazer muita falta a todos que com que ele compartilharam, de alguma maneira, momentos marcantes da vida!

Leivinha Oliveira
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