A imprensa esportiva brasileira discute a volta do futebol no país mesmo com os assustadores números do novo coronavírus. A “curva” está cada vez mais íngreme, e por enquanto, não chegamos ao pico da pandemia, ou seja, os casos seguem aumentando. Mesmo assim, alguns clubes estão retornando aos treinos como Internacional e Grêmio, de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
Os campeonatos ainda não têm data para retorno. Em São Paulo, a Federação Paulista de Futebol (FPF) aguarda posicionamento das autoridades para estudar uma possível volta. Entretanto, clubes da Série A 1 destacam que ainda não é a hora.
A FPF até criou algumas regras que podem ser incluídas nas partidas, como: uso de luvas e mangas cumpridas pelos atletas, uso de máscara para os reservas e a proibição de abraços nas comemorações de gols.
Mesmo com esses e outros cuidados, não há como evitar a propagação do vírus entre jogadores, pois futebol é um esporte de contato físico, diferente do tênis, por exemplo.
Os clubes têm sofrido financeiramente com a crise gerada pela Covid-19. Vejo comentaristas defensores da volta do futebol no país, alegando justamente a questão financeira. Falam como se a indústria do futebol fosse a única vítima da pandemia.
Discordo de quem pensa assim, pois futebol é só mais uma vítima. Sou apaixonado por esse esporte, entendo que muitos dependem dele para sobreviver. Mas, o dono da autoescola da minha cidade precisa de alunos, só que eles não podem frequentar o local e fazer aulas. O proprietário teve que demitir os funcionários. Já uma multinacional, também da minha cidade, reduziu em 50% o salário dos funcionários, que assim que puderem, retornarão ao trabalho em dias alternados e outros serão demitidos. Tá vendo? Essa é a realidade em que o mundo vive.
Precisamos acreditar que cientistas encontrarão a vacina e que logo tudo voltará ao normal. Esse vírus já causou muitas tragédias e todos somos vítimas, sem diferença de categorias e classes sociais. Todos!

Weslen Máximo

