O ano de 2019 foi um de turbulência para Neymar. Quando se falava dele, as principais manchetes dos jornais do mundo eram sobre polêmicas fora das quatro linhas. Acusação de estupro, lesões, festas, entre outras coisas fizeram o jogador deixar o futebol de lado. Pelo menos essa foi a impressão que passou para todos.
E ainda teve a briga para sair do PSG. O brasileiro não queria permanecer, mas tem um contrato de cinco anos com o clube, sendo que não há multa rescisória. Seu desejo era voltar ao Barcelona onde foi feliz e campeão de tudo. Após as polêmicas, a própria torcida do PSG não o queria. Mas, sem alternativa, teve que ficar.
Quando foi definida sua permanência em Paris, a primeira coisa que me veio à cabeça era que, de agora em diante, Neymar teria que se concentrar no futebol e esquecer os problemas do passado, pois ele é craque e se estiver disposto a dar a volta por cima, tem que jogar bola! Disse isso em meu programa na Rádio Difusora de Casa Branca. Provavelmente ele não escutou, mas outras pessoas pensaram algo parecido e falaram com ele.
Nessa nova temporada europeia, Neymar mostra que está mais maduro e concentrado em jogar um futebol de alto nível. No dia em que estou escrevendo esse texto, o brasileiro já havia marcado 15 gols e dado nove assistências em 17 jogos.
A imprensa que ‘bateu’ muito no jogador ano passado, hoje tem que aceitar que a fase é outra e Neymar focado pode ajudar o Brasil na Olimpíada deste ano e na Copa 2022.
O craque de 28 anos deu a volta por cima e quer mostrar a todos que está pronto para ser protagonista dentro de campo. Além disso, por muitos anos a briga por melhor do mundo ficou entre Cristiano Ronaldo e Messi, que estão envelhecendo. Por isso, se o camisa 10 do PSG continuar nessa boa fase, sendo o principal jogador, levando o time ao título da Liga dos Campeões e até o Brasil na decisão Olímpica, não duvido ele ser eleito o melhor do mundo dessa temporada.

Weslen Máximo

