
Após 15 dias da localização dos corpos do casal Paulo Roberto Lopes Santana, 52, e Ana Lúcia Flozino, 48, mortos a facadas em um quarto de porão de uma residência à rua Maurílio Álvares, 338, no Alto da Boa Vista, região do Jardim Guanabara, em São João da Boa Vista, o duplo homicídio ainda segue sem solução e pistas que possam levar à prisão do autor ou autores do crime.
O delegado Fabiano de Almeida Antunes, responsável pelas investigações do assassinato, disse que os trabalhos da Polícia Civil não pararam desde a localização dos corpos. “Fizemos algumas perícias no local para clarear a investigação, mas por enquanto ainda sem autoria descoberta”, afirmou.
Segundo Antunes, várias pessoas ligadas às vítimas, como familiares e amigos, já foram ouvidas, mas não se pode revelar o teor dos depoimentos para não atrapalhar a investigação. “Principalmente pessoas conhecidas das vítimas. O teor não posso revelar, mas está em andamento. Nosso desejo é no sentido de que a autoria seja esclarecida e que os autores sejam responsabilizados”, reforçou.

CRIME
Na data do encontro, por volta das 11h45 de 14 de janeiro, peritos da Polícia Técnico-científica estiveram no imóvel e apontaram que Paulo Roberto Lopes Santana tinha quatro perfurações na região do abdômen, enquanto Ana Lúcia tinha nove no tórax, e que, preliminarmente, as vítimas foram assassinadas há pelo menos dois dias. Na ocasião, o instrumento do crime, provavelmente uma faca, não foi localizado.
O casal foi encontrado de bruços sobre a cama e havia muito sangue pelo colchão, chão e nas roupas deles.
Na tarde daquele dia, o delegado afirmou que a residência, habitada pelas vítimas, supostamente seria frequentada por andarilhos. “O casal foi visto na noite do último sábado (11), por um vizinho do imóvel, e, segundo ele, havia outras pessoas pelo local, que não foram identificadas. E, a partir dessa noite, ninguém mais foi visto saindo da residência”, relatou.
As informações estão no Boletim de Ocorrência número 235/2020, registrado como homicídio qualificado.



