Goteiras na estrutura da escola Sarah Salomão geram críticas

Por Marcelo Gregório
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As condições estruturais da Escola Municipal de Ensino Básico (Emeb) Sarah Salomão, no Jardim Primavera, em São João da Boa Vista, geraram críticas durante a rápida sessão da Câmara Municipal de segunda-feira (14), com duração de 35 minutos. O principal apontamento foi feito pela vereadora Professora Hellen (PODE), que se mostrou indignada com a situação enfrentada pelos alunos. “Chove dentro e as crianças são obrigadas a assistir às aulas no refeitório. É inaceitável. Isso já vem de outras gestões. Todas as escolas foram inauguradas, mas nenhuma sofreu reforma significativa”, criticou.

Prefeitura: administração garantiu que o telhado da escola recebeu vistoria (Reprodução/Google Maps)

Sobre as goteiras, a vereadora citou os anúncios feitos pela Defesa Civil, no último fim de semana. “Imaginem se tivesse chegado aquele temporal que estava previsto e que, graças a Deus, não chegou aqui na nossa região? É algo que a educação tem pedido socorro”, reclamou.

Ao O MUNICIPIO, a prefeitura garantiu que o telhado da Emeb Sarah Salomão recebeu vistoria técnica. “A reforma do telhado já constava do escopo inicial do projeto de obras, que previa a quebra da platibanda e a externalização do beiral, além da construção de uma caixa de captação de águas pluviais no platô. A ampliação do escopo demandou a atualização dos quantitativos e da planilha orçamentária da obra. O orçamento, inicialmente estimado em aproximadamente R$ 153 mil, encontra-se atualmente em fase de licitação”, pontuou.

O Executivo destacou que as intervenções previstas no projeto contemplam a adequação da cobertura da escola e a melhoria do sistema de captação e direcionamento das águas pluviais, buscando solucionar as ocorrências relacionadas às infiltrações e goteiras.

Em razão de atuar em sala de aula, como professora, a vereadora enfatizou que tem sido abordada constantemente. “Eu sou cobrada diariamente e com razão. Mas eu não estou parada”, justificou. Ela reforçou que enviou ao Executivo uma proposta de leilão de terrenos vazios da prefeitura. Segundo ela, os recursos seriam usados para reformar as unidades escolares. “Até o momento, não obtive resposta dessa proposta. É uma situação muito preocupante”, reiterou a vereadora.

Acerca da proposta, a prefeitura expressou que não tem conhecimento da referida proposta, “não tendo recebido, até o momento, documentação ou solicitação para análise relacionada à destinação de recursos provenientes de eventual leilão de terrenos públicos para reformas de escolas municipais. Eventuais informações sobre o recebimento, análise ou encaminhamento da sugestão deverão ser prestadas pelo setor competente da administração municipal”.

O vereador Alexandre Sassarão (REDE) se posicionou. “A gente está vendo os meses passando e praticamente não está sendo nada feito nessa área. Uma das iniciativas que o Executivo passou para a gente seria o Estado passar a cessão da Escola Francisco [Dias] Paschoal, que foi desativada, no Jardim Amélia, para a prefeitura. Essa escola [seria] usada como reserva para que sejam feitas manutenções nas outras escolas. Mas, até agora, nada. Eu sugiro oficiar a Secretaria Estadual da Educação do porquê dessa relutância de passar esse imóvel para o município”, desabafou.

Sobre o assunto, a vereadora contou que, durante conversa informal com o diretor de educação, ele teria confirmado a cessão do prédio. Todavia, o departamento de Educação explicou. “Oficialmente, a cessão ou doação do imóvel ao Município ainda não foi formalizada pelo Estado.

Dessa forma, neste momento, não há como informar uma destinação definitiva ou estabelecer previsão para a oficialização, uma vez que essas questões dependem da conclusão dos procedimentos necessários junto ao Estado”, finalizou a prefeitura.

 

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