Racismo no futebol

Em um mês tivemos pelo menos quatro casos que viraram destaque na mídia mundial.

Em 14 de outubro, a Inglaterra goleou a Bulgária nas Eliminatórias da Euro. Entretanto, a partida ficou marcada pelo que houve fora de campo. Torcedores búlgaros entoaram cânticos racistas e fizeram a saudação nazista nas arquibancadas.

No início de novembro, o atacante Mario Balotelli foi vítima de racismo na Itália. O jogador negro sofre constantemente com esse tipo de preconceito. O time dele, o Brescia, enfrentava o Verona, quando torcedores adversários fizeram sons de macaco para o jogador, que chutou a bola em direção aos racistas. Ele ameaçou deixar o campo, mas foi convencido a ficar e marcou até gol naquele jogo.

Mais recentemente, em 10 de novembro, os brasileiros Taison e Dentinho, jogadores do Shaktar Donetsk, enfrentavam o Dínamo de Kiev, na Ucrânia. Na metade do segundo tempo, a torcida adversária fez ofensas racistas aos brasileiros. Taison respondeu mostrando o dedo do meio, chutou a bola em direção aos racistas e acabou expulso por isso. O atacante deixou o campo chorando. Dentinho também se revoltou e disse que foi o pior dia da vida dele.

No Brasil, o último episódio foi entre Cruzeiro e Atlético (MG), pelo Brasileirão, também no dia 10, um torcedor atleticano ofendeu de forma racista um segurança negro.

Além desses casos, há outro absurdo ocorrido em agosto, também contra um brasileiro. Dessa vez, a torcida do próprio time protestou a contratação do atacante Malcom, ex-Corinthians, pelo Zenit da Rússia. Na estreia do jogador, torcedores colocaram uma faixa no estádio com uma frase irônica. “Obrigado aos diretores por respeitarem nossas tradições”.

Os torcedores comunicaram que se trata de uma “tradição” do clube em não contar com jogadores negros.

Um levantamento feito pelo portal globoesporte.com, divulgado em 12 de novembro, mostra que 48,1% dos atletas que participam do Campeonato Brasileiro das Séries A, B e C, afirmam terem sido vítimas de racismo no futebol. O site ouviu 163 jogadores e técnicos negros.

Depois de tudo isso, está claro que o racismo ainda existe no esporte e na sociedade e precisamos combatê-lo.

Como disse Taison: “Não basta não ser racista, precisamos ser antirracistas”.

Weslen Máximo
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