Salvemos a Saúde

Mesmo havendo um amplo sistema de saúde para toda a população, o tema é ainda o de maior preocupação dos brasileiros. Temos que concordar que o SUS evoluiu muito nos cerca de 30 anos de sua existência. Para começar, antes de sua implantação o sistema de saúde não atendia a todos os brasileiros, além de ser gerido em parte pela assistência social e não pelo ministério da saúde.

Os maiores desafios encontrados para a implementação do Sistema foram justamente a universalização, descentralização (participação intensa dos estados e municípios), financiamento (também agora com participação dos estados e municípios – o gasto mínimo de um município é de 15% de sua arrecadação) e participação popular. As áreas de maior eficiência do Sistema público são os controles de pragas e epidemias e campanhas de vacinação.

Olhando para nossa terrinha, São João teve uma queda na mortalidade infantil passando de 16 óbitos a cada 100.000 nascidos, para 9,2 em 2015, número abaixo do estado de São Paulo (11 mortes) e do Brasil (13,82), segundo o portal da saúde do governo de São Paulo.
Temos também o privilégio que poucos municípios contam, de ter um hospital de maior complexidade, a Santa Casa, que como todos sabemos passa por diversas dificuldades entre elas a falta de reajuste da tabela do SUS, que logo de cara já causa prejuízo nas operações.

Organizações Sociais, como no nosso caso a Santa Casa, estão se tornando uma ótima alternativa para tirar das mãos do estado a gestão dos hospitais, hoje já são 39 hospitais geridos por instituições parceiras em nosso Estado. Há diversas entidades com resultados extremamente satisfatórios para a população como o Instituto de Responsabilidade Social do Hospital Sírio Libanês, hoje atuando no Hospital Menino Jesus, no Hospital Geral de Grajaú e no Regional de Jundiaí, além do AME e serviços de reabilitação, também o Instituto Alemão Oswaldo Cruz apoiando a reconstrução da saúde em Santos.

Outra forma de reduzirmos os custos com saúde é investimento em saneamento básico, uma vez que a cada R$1 investido em saneamento, são economizados R$4 em saúde. Mas este é um grande desafio para nosso país, uma vez que apenas 52% dos brasileiros têm coleta de esgoto (destes, apenas 45% são tratados).

O problema da saúde municipal, como visto, é muito complexo, mas alternativas criativas, observar modelos que funcionaram em outros municípios podem ser uma saída para nossa região.

Carol Curimbaba é administradora pela FGV, MBA na FIA e Babson e Empreendedora social. Seu contato por email é [email protected] e pelas mídias sociais @carolcurimbaba

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