O Brasil investe cerca de 6% do PIB em Educação, valor superior à média dos países que compõem a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, OCDE (de 5,5%), do BRICS (5,3%) e da América Latina (5,1%). No entanto estamos nas últimas posições em avaliações internacionais de desempenho escolar. O custo anual mínimo nacional por aluno é de R$ 2.091,37.
Custo anual aproximado por aluno no Brasil:
– Em geral, o Governo Federal é responsável pelo ensino superior (investindo aproximadamente 0,7% do PIB) – Faculdades privadas sem fins lucrativos (R$ 12.600), Faculdades privadas (R$ 14.837), Institutos Federais (R$ 27.850), Estaduais (R$ 32.199) e Federais (R$ 40.893);
– os Estados pelo Ensino Médio – R$ 4.200;
– e os município pelo ensino Fundamental (1º ao 9º ano) – R$ 3.700.
Dos aproximadamente 8 milhões de estudantes universitários, apenas cerca de 2 milhões estão em universidades públicas e estes alunos tendem a ser de famílias mais ricas, que frequentaram escolas primárias e secundárias privadas.
Esse cenário indica que o país – uma vez que os recursos públicos são finitos exigindo, portanto, o estabelecimento de prioridades nos investimentos – está focando mais na educação superior do que na básica. O que não faz sentido nenhum. Quem não possui recursos para colocar seus filhos em boas escolas privadas, já os expõem involuntariamente a uma competição desigual e injusta na largada.
Fontes: MEC, Banco Mundial, ENADE, Instituto de Estatística da Unesco e OCDE

Carol Curimbaba é administradora pela FGV, MBA na FIA e Babson e empreendedora social

