O que esperar da final

Neste domingo (7), no Maracanã, acontece a 46ª final da Copa América. A Seleção Brasileira, que venceu a Argentina na semifinal, enfrenta o Peru, que surpreendeu e eliminou o atual bicampeão Chile. O Brasil venceu todas as edições em que foi sede, e tenta manter essa tradição nesse ano. O Peru, que tem dois títulos da competição, disputará a sua terceira final, sendo que a última foi em 1945. Já o Brasil jogará sua vigésima decisão, somando oito títulos conquistados.

Não é nenhuma surpresa que a Seleção esteja na final, já que somos tratados como favoritos ao título desde o começo da competição. Porém não podemos dizer o mesmo para os peruanos. Eles quase foram eliminados na fase de grupos, onde somaram quatro pontos, com apenas uma vitória em três jogos. A classificação veio graças ao Paraguai, que não conseguiu vencer a Colômbia reserva na última rodada. Isso fez com que ninguém apostasse no Peru como fortes candidatos a avançar, ainda mais quando se soube que pegariam o forte Uruguai nas quartas.

Mas foi aí que tudo mudou. Com um jogo defensivo muito forte e estruturado, o Peru conseguiu anular as ações do Uruguai, segurou um 0 a 0 e ganhou nos pênaltis. Com a moral elevada, pegou o Chile na fase seguinte e mais uma vez surpreendeu, jogando um futebol totalmente distinto. Apostando em um estilo mais ofensivo, principalmente no primeiro tempo, o time garantiu um justo e sonoro 3 a 0.

Contudo, mesmo vindo de uma boa vitória, aposto em um Peru mais cauteloso e defensivo no domingo, parecido com o que vimos contra o Uruguai. Digo isso com base no que aconteceu na última rodada da fase de grupos, onde Brasil e Peru se enfrentaram na Arena Corinthians. Naquele jogo, os peruanos não estavam tão organizados e acabaram dando muito espaço para os nossos jogadores, e o resultado foi desastroso: 5 a 0 para o Brasil, que teve naquele dia a sua melhor atuação nessa Copa América.

Essa facilidade não deve se repetir. E o Brasil, mesmo com o favoritismo e com a torcida a seu favor, provavelmente enfrentará maiores dificuldades para vencer. Se o Peru aprendeu com os erros, com certeza fará um jogo mais competitivo e não dará tantos espaços para os talentos brasileiros. A Seleção não joga no Maracanã desde 2013, onde venceu a Espanha na final da Copa das Confederações. E que no domingo, seis anos depois, o resultado final seja o mesmo, com o nosso capitão levantando a taça e a torcida soltando o grito de campeão.


Maurice Progin
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