Existe alguma potência econômica que convive com a miséria e a pobreza crescentes dentro de seu território?
Segundo a ONU, cerca de 1.3 bilhão de pessoas vivem em situação de pobreza, com maior concentração na África Subsaariana e no Sul da Ásia.
Países ricos como China e Índia, que ainda possuem uma parcela considerável da população que não disfruta das riquezas geradas internamente, veem este número reduzindo, ou seja, a prosperidade econômica, aliada a políticas públicas adequadas, conduz à geração de riqueza para todas as camadas da sociedade.
Mas o que prósperas nações como Estados Unidos, Alemanha e Japão fizeram para proporcionar qualidade de vida e oportunidades para a maior parte da sua população?
A resposta, apesar de curta, não é nada simples de se realizar. Alto investimento em educação de qualidade para TODOS e um ambiente de livre mercado pulsante.
No Brasil vemos altos investimentos nas Universidades e pouca atenção para a educação básica, isso resulta em mais de 70% dos alunos de Universidades públicas sendo das classes mais altas da população.
Os países mais prósperos, portanto, são capitalistas e prezam pelo liberalismo econômico, mas acima de tudo é o investimento massivo em educação básica de qualidade que garantiu a saída da pobreza, tema que se tornou propriedade privada de quem se diz de esquerda. Já os países que abraçaram a esquerda em seus veios, se fundam na miséria, com uma população extremamente carente de educação e de oportunidades.

Carol Curimbaba é administradora pela FGV, MBA na FIA e Babson e empreendedora social

