A vez das mulheres

A Copa do Mundo feminina 2019 teve início nesta sexta-feira, com o jogo de abertura entre a anfitriã França e a Coreia do Sul.

Esta é apenas a oitava edição do torneio para as mulheres, que começou a ser disputado em 1991, mas uma coisa é certa: nenhum outro Mundial concentra tantos holofotes como este.

Algumas situações que geralmente só ocorrem a cada Mundial masculino, estão se repetindo às vésperas do torneio das mulheres.

Pela primeira vez, todos os jogos da seleção brasileira serão transmitidos pela Globo, inegavelmente, a maior emissora do país. Também, pela primeira vez, as mulheres terão uniforme especialmente feito para elas. O modelo da Nike, fornecedora da CBF, leva um selo estampado com a expressão “Mulheres Guerreiras do Brasil”. O mercado publicitário também está surfando na onda do Mundial feminino, utilizando as atletas como garotas-propaganda.

Dois meses antes do Mundial, a FIFA anunciou que a venda de ingressos estava quebrando recordes: as entradas para finais e semifinais esgotaram em apenas 48 horas.
Porém, ainda existem alguns abismos. A França, campeã masculina na Rússia, em 2018 recebeu US$ 38 milhões. A seleção feminina do país-sede receberá US$ 4 milhões, caso chegue ao título.

A seleção brasileira feminina não vive um bom momento dentro de campo e não é uma das favoritas ao título. O time comandado pelo técnico Vadão acumula nove derrotas em nove amistosos preparatórios. O grande nome da equipe continua sendo Marta, eleita seis vezes a melhor do mundo e considerada a maior de todos os tempos na modalidade.

Independentemente do resultado, as jogadoras brasileiras já podem ser consideradas vencedoras pelo espaço conquistado. Mais do que isso: todas as mulheres são vitoriosas pela dedicação diária na luta por direitos iguais.

Eduardo Vella é jornalista e escreve em O MUNICIPIO semanalmente, aos sábados.
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