A docente Joana D’Arc Félix de Sousa ganhou notoriedade por sua trajetória de superação da pobreza e do preconceito racial. Mestre e Doutora pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) admitiu recentemente ter mentido sobre sua carreira. Ela não possui diploma de pós-doutorado pela Universidade Harvard, como declarou em seu Lattes e em entrevistas e palestras.
Professora e coordenadora de um curso de uma escola técnica da cidade de Franca, Joana D’Arc ficou conhecida de boa parte do público brasileiro depois que foi anunciada a gravação de um filme sobre sua biografia, que teria a atriz Taís Araujo como protagonista.
A história de Joana D’Arc por si já é brilhante. Superou diversos obstáculos e chegou à conclusão de um Doutorado em uma das mais importantes Universidades públicas do mundo.
Mas o ego falou mais alto. A professora “inflou” aquilo que já era digno de aplausos. Para se defender das críticas, alega que está sofrendo discriminação racial. É inegável que o Brasil é um país preconceituoso e Joana está sendo criticada por seus pares. Mas neste caso, creio que a docente está misturando as estações.
Convivi durante muitos anos no meio acadêmico (em Universidades) e posso garantir: muitos docentes não estão preocupados com a pesquisa. Estão apenas interessados em dinheiro e em exibir suas titulações, inclusive dando “carteiradas” em quem julgam ser inferiores por não ter os mesmos diplomas. Ouvi por diversas vezes, executando meu trabalho como assessor e jornalista: “Você sabe quem sou eu? Sou o Professor Doutor Fulano de Tal….”
Não posso afirmar que este é o caso da professora. Me parece apenas que a vaidade engoliu Joana D’Arc.

Eduardo Vella é jornalista e escreve em O MUNICIPIO semanalmente, aos sábados.
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