Um relatório do Banco Mundial divulgado nesta semana afirma que a pobreza aumentou no Brasil entre 2014 e 2017. O documento intitulado “Efeitos dos ciclos econômicos nos indicadores sociais da América Latina: quando os sonhos encontram a realidade”, afirma que a condição já atinge 21% da população (43,5 milhões de pessoas). No ano de 2014, o total de brasileiros que viviam na pobreza era de 36,2 milhões (17,9%).
Ao final de 2018, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a pesquisa Síntese de Indicadores Sociais (SIS) que reforça os dados divulgados pelo Banco Mundial. Em apenas um ano, o Brasil passou a ter quase 2 milhões de pessoas a mais vivendo em situação de pobreza. A pobreza extrema também cresceu em patamar semelhante. De acordo com a pesquisa, a população nesta condição aumentou em 13%, saltando de 13,5 milhões para 15,3 milhões no mesmo período.
O relatório do Banco Mundial afirma que os programas sociais podem ser “os mais eficazes amortecedores dos choques econômicos”. O carro-chefe atual das políticas públicas de combate à fome no Brasil é o programa Bolsa Família, criado em 2003.
Porém, para o novo governo, os principais desafios continuam sendo os mesmos que afligem os brasileiros: problemas graves nas áreas de Saúde, Educação, Habitação e Saneamento. Além disso, a redução do desemprego, que já atinge 12,2 milhões de pessoas.
São necessárias medidas que não onerem ainda mais as classes com menos poder econômico. Apenas desta maneira será possível sonhar com a diminuição da desigualdade social e da concentração de renda no país.

Eduardo Vella é jornalista e escreve em O MUNICIPIO semanalmente, aos sábados.
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