Quanto do seu êxito profissional, você acha que vem do seu conhecimento e do domínio técnico na sua área de atuação? Essa é uma pergunta que eu faço com freqüência nas aulas que ministro em MBAs e Treinamentos da Ynner. E as respostas variam dentro de uma faixa relativamente estreita. A maioria das pessoas estima que o conhecimento e as habilidades técnicas respondem por 30% a 40% do sucesso delas. Os restantes 60% a 70%, defendem, vêm de comportamentos. Isso combina com alguns estudos, (ainda mais dramáticos) que sugerem que 80% do sucesso vem das soft competencies ou soft skills como preferem alguns. E encontram eco na sabedoria prática das organizações, o que está traduzido em um ditado que a gente escuta com certa freqüência pelos corredores: “as pessoas são contratadas pelo conhecimento e demitidas pelo comportamento.”
Interessante, né?
E qual a consequência disso no seu desenvolvimento profissional?
Bom, por uma questão lógica. Se você acha que 60%, 70% ou 80% do seu êxito vem de competências comportamentais, você precisa dedicar aproximadamente esse montante do seu tempo de desenvolvimento a esse tipo de competência. Mas será que é isso que acontece?
Quando uma pessoa decide que chegou a hora de investir pesado no seu desenvolvimento profissional para voar mais alto, ela geralmente busca uma Pós Graduação ou MBA que está focado principalmente (quando não totalmente) no desenvolvimento de competências cognitivas, através do aprendizado sobre as funções empresarias: finanças, operações, marketing e assim por diante. E passa de 300 horas para cima focada nisso.
Nenhum problema. Ótimo aliás. Porque conhecimento também é importante. Mas a pergunta é: as pessoas se dedicam com essa mesma intensidade para se desenvolver nas competências não cognitivas? A resposta é geralmente não. A maioria das pessoas nem conhece bem as ferramentas que podem lhes ajudar a desenvolver tais competências. E quais são? Bom, esse é um assunto interessante para nosso artigo da semana que vem.

Yuri Trafane
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