Uma jornada, como o próprio nome sugere, significa percorrer um caminho em determinado espaço de tempo. Atualmente, falamos em Jornada Cloud nas empresas sem nos dar conta de que esse processo, embora tenha suas etapas, trata-se, antes de tudo, de uma mudança que se reflete em melhorias contínuas, já que a tecnologia se renova a cada dia em alta velocidade. Na ânsia de acompanhar o ritmo das transformações, muitas companhias esbarram em erros cruciais que poderiam ser evitados com uma gestão eficiente das equipes de TI e otimização das ferramentas disponíveis para gerenciar o ambiente na nuvem.
Meu primeiro conselho às organizações é que comecem fazendo um mapeamento geral do time de TI, pois é importante identificar o modelo de infraestrutura mais indicada para suportar suas operações e, posteriormente, determinar o papel de cada colaborador envolvido neste processo.
Outro aspecto importante é a forma de conduzir ações estratégicas, que se distanciam cada vez mais do famoso ‘feeling’. Isso porque já contamos com ferramentas de análises de dados que minimizam os riscos e dão maior segurança na tomada de decisões para que elas não sejam feitas como um ‘tiro no escuro’.
Com isso em mente, vale lembrar da máxima que diz que “o que não está automatizado, está suscetível a erros humanos”. Portanto, todos os processos internos que não forem otimizados com o uso da tecnologia despendem de mais tempo para serem executados e entregues e, ainda, podem falhar.
Em substituição aos alertas e alarmes que eram utilizados para acompanhar o gerenciamento do ambiente na nuvem, já existe o modelo de observabilidade, que prevê o monitoramento constante das aplicações.
Feito isso e após colocar a casa em ordem muitas empresas optam pela contratação de terceiros para fazer o gerenciamento e manutenção do ambiente na nuvem. O cuidado neste sentido é com relação à escolha dos parceiros, pois é necessário garantir que todo o trabalho desenvolvido internamente não seja em vão. O erro na hora de lidar com fornecedores acontece, na maioria das vezes, quando não se faz uma pesquisa de mercado ou se rende a uma briga de preços que nem sempre garantem qualidade no atendimento.

Yuri Maia é Engenheiro DevOps Sr da Mandic Cloud Solutions.

