Semana que vem é a última antes de começarem as comemorações de fim de ano. Na seguinte é Natal, e na outra, virada para 2019, momentos em que nossa disposição para pensar e falar sério diminui consideravelmente, embalada por sabores e tragos. Então, que tal aproveitar os próximos dias para fazer um balanço do que aconteceu em 2018 e articular os planos para o ciclo que se abre? E entre todas as reflexões em que você pode mergulhar, gostaria de sugerir um caminho que traduzo em duas perguntas. Primeiro: o que aprendi no ano que se encerra? E depois: o que quero aprender no que se inicia?
Afinal, numa era em que o conhecimento fica ultrapassado rapidamente, parar de se desenvolver é pedir para ficar para trás. Mas também não adianta sair lendo bula de remédio (a menos que você seja da área de saúde). É importante entender que conhecimentos lhe podem ser úteis, tanto para prosperar materialmente quanto para viver melhor. Desenvolver novas competências que sua profissão exige pode ser um impulso para surfar as ondas boas que parecem despontar no horizonte econômico. Mas não é só isso. Como disse na frase anterior, existem coisas que podem te ajudar a desfrutar melhor a vida. Se você, por exemplo, planeja fazer uma viagem para o exterior, aprender a falar um pouco o idioma do seu destino, pode tornar a experiência ainda mais interessante. Estudar um pouco de enologia, pode te ajudar a beber melhores vinhos e apreciá-los com mais prazer. Um curso na área de tecnologia pode te levar a descobrir formas mais úteis e divertidas de usar seu smartphone.
E não é só isso. Em seu livro mais recente, Luc Ferry, filósofo francês, que foi ministro da Educação em seu país, aponta sete maneiras de cultivar a felicidade. E uma delas é, adivinhe … aprender! Se você já percebeu isso, fica meu incentivo para que continue investindo nesse caminho. Se ainda não se deu conta de quão prazerosa pode ser a jornada do desenvolvimento, aproveite o ano que entra e experimente. Você só tem a ganhar. Prosperidade e felicidade são duas recompensas pelas quais vale a pena batalhar.

Yuri Trafane
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