Caminhando

O novo governo avança com ferocidade sobre os pontos que acredita devam ser mudados para que o Brasil avance. A equipe econômica, cerne do novo conceito, quando deveria ser a educação, está quase montada. Faltam, apenas, pequenos detalhes. Os nomes e pensamentos não diferem muito de governos anteriores. O homem que era o mais cotado para o Banco do Brasil, está na presidência da Petrobras e o Levy de FHC, Lula e Dilma está de volta no BNDES. Nenhuma surpresa conhecendo sua capacidade. O que dará o tom das mudanças é o todo poderoso Paulo Guedes. Figurinha carimbada no mercado, tem uma visão à frente de seu tempo, mas, como gestor, mostrou-se com grandes dificuldades.

As privatizações virão em massa, isso não tenho dúvidas. Vamos ver de que forma ocorrerão. Na época de FHC, vendeu-se de tudo e o dinheiro virou pó. O patrimônio público é gigantesco e a primeira coisa que todo o governante neoliberal pensa é em se desfazer e jogar muito dinheiro no caixa. Começam com o discurso, já visto no passado, de que o governo deve cuidar de educação, saúde e segurança. Vende-se aqui, vende-se ali e os três itens citados ficam para trás.

Por falar em educação, está em discussão a escola sem partido. O projeto que quer calar os professores quanto ao livre transmitir de ideias, chega a ficar a um ponto da indecência. Os centros acadêmicos foram feitos justamente para discuti-las. O transmitir puro e simples do conhecimento o Google faz com perfeição.


Fernando Dezena
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