Uma Doença Chamada PT

Quando o castelo de corrupção petista começou a desabar, com prisões de vários dos seus líderes, ouvi algumas pessoas comentarem: “Esse é o fim do PT”. Pensei: “Acho que não. Estamos lidando com um câncer. E um câncer não é vencido facilmente. É maligno e resistente.” Após o impeachment da Dilma os otimistas ganharam convicção: “Agora não tem jeito. É o fim desse reinado cleptocrata.” Insisti: “Lembrem-se: é um câncer cheio de metástases espalhadas por nossa sociedade. É mais complicado do que parece.” Com a prisão do Lula, milhares se sentiram aliviados. Não eu. Repeti: “Estamos falando de um câncer. Ele não vai se render assim.”

Os números de deputados eleitos agora e anida do partido para o segundo turno mostram que eu, infelizmente, estava certo. Teremos que lutar diligentemente e por muito tempo para extirpar esse mal que agride nossa nação e que insiste em não abandoná-la. Não podemos esmorecer. E precisamos nos inspirar no sucesso da medicina quando combate esse mal sombrio. Muitas experiências exitosas passam pelo uso de quimio e radioterapia. Ou seja, no combate ao câncer biológico é preciso ter coragem de usar elementos agressivos ao organismo (radiação e substâncias químicas pesadas) para debelar o mal maior. Aqueles que capitulam diante de tais elementos e não têm coragem de se imputar um elemento tóxico temporário para conseguir o bem maior da vida, sucumbem. Morrem.

Não podemos deixar nosso país morrer. Temos que engolir algumas de nossas convicções e conviver com algumas ideias muito amargas para combater o câncer político que é a esquerda radical e irresponsável no Brasil. Vai doer. Em mim vai doer muito. Mas vai ajudar a extirpar o mal maior que fulmina valores inegociáveis como a liberdade, a honestidade, a família, a verdade e tantos outros. Se você quiser entender melhor a amplitude de malefícios que o PT significa, basta ler o artigo que escrevi para essa mesma seção há duas semanas apontando dez afrontas imperdoáveis desse partido e verá que não estamos falando de afirmações frívolas, mas de uma obra que insiste em competir com a primeira parte do clássico de Dante.

As circunstâncias estão nos oferecendo Bolsonaro, com relação a quem eu guardo muitas reservas, mas que tem grande chance de enfraquecer o câncer do PT. Vamos nos apequenar como covardes diante da situação ou vamos lançar mão da quimioterapia, vomitando (sim, algumas dimensões dessa história me enjoam), sofrendo e desmaiando, mas sobrevivendo. A escolha é nossa. A escolha é sua.

Deus nos Proteja.

PS: em tempo, estou orgulhoso da nossa cidade que deu apenas 8,5% dos votos do primeiro turno para o representante dessa doença chamada PT.


Yuri Trafane
[email protected]

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