Vivemos a era da informação. Nela, o consumidor passou por uma transformação em seu comportamento, mudando também a maneira como ele se relaciona com as marcas.
O consumidor está mais exigente e interage ativamente com empresas que tem interesse. O grande desafio das áreas de Marketing (e das agências) é se reinventar em um período em que, diretamente, a marca não está em contato com ninguém. Explico: é a era da informação, mas também a era dos filtros. As pessoas recebem apenas o que querem, não assistem mais TV aberta e estão ligadas nas plataformas de streaming.
Com isso, as ações devem ser direcionais e dinâmicas (segmentadas pelos reais interesses das pessoas) – o tempo do consumidor mudou. As famosas campanhas de longa duração não “pegam” mais. As áreas de Marketing estão no séc. XXI, mas orientadas ainda por ações do séc. XX.
Como repensar esse cenário?
A alta competitividade entre as marcas transformará o engajamento em um verdadeiro “Santo Graal”, ou seja, um grande ativo e a área de Marketing e as agências devem ser intensamente estratégicas para conquistar seu público de interesse.
A área de Digital não deve ser um “apêndice” do processo. Os setores não estão preparados nem em termos de custos e muito menos em estrutura. Elas precisam se tornar dinâmicas, responsivas e se aparelhar para que as verbas possam ser mais bem aproveitadas.
Hoje, entre a ideia e a execução de um projeto de Marketing, muitos meses se passam. É um processo obsoleto para as demandas do séc. XXI.
A luz no fim desse túnel é pensar em novas formas para recompensar e reconhecer o cliente, com foco justamente nas áreas de engajamento do séc. XXI: esta é a era das redes sociais, em que as pessoas são o que experimentam e o que compartilham.
Empresas que se tornaram lovemarks fidelizam clientes essencialmente por dois motivos: oferecem relevância e antecipam as necessidades de seus públicos.
Eduardo Vella é jornalista e escreve em O MUNICIPIO semanalmente, aos sábados.

