Novo governo

Vem se aproximando o desfecho da luta eleitoral para o cargo majoritário da nação, a Presidência da República, respeitando a separação harmônica dos poderes, como ensinou Montesquieu. No entanto, propostas concretas no campo econômico para enfrentarmos o enorme nó orçamentário em que nos metemos, nada. Os candidatos vão pisando em ovos, pois, qualquer que seja o ganhador, terá grandes dificuldades para tocar este Brasil ao mesmo tempo rico e com diferenças sociais crônicas.

O maior desafio será conciliar as necessidades de uma população com milhões de desempregados, quadro que aniquila a dignidade humana, e a necessidade de uma política fiscal responsável, austera. O povo não pode sentir-se enganado como aconteceu na última eleição. Dilma reelegeu-se com um discurso e deu uma guinada em sentido contrário quando conquistou a permanência no Planalto. Tal gesto encheu de energia as forças de oposição e deu palanque aos seus adversários.

Outro fato que precisa ser bem dimensionado é quanto às instituições. O fortalecimento das mesmas, principalmente dos responsáveis em analisar os desmandos e deslizes administrativos e éticos deve continuar. Não dá, como já vimos, para aceitar o Tribunal de Contas como um órgão de política partidária, pouco menos as agências reguladoras, apenas para citar dois exemplos.

Não vou mencionar o STF que teima em tomar decisões pouco republicanas em muitos processos. Podem argumentar que o STF é um órgão político e não técnico; contrarrazoo pedindo um Supremo técnico e não político.

Fernando Dezena
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