Em 5 de agosto, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) anunciou o nome do general da reserva Hamilton Mourão (PRTB) como vice na chapa para concorrer à Presidência da República nas eleições de 2018.
Antonio Hamilton Martins Mourão é gaúcho de Porto Alegre e tem 64 anos. Entrou para o Exército em 1972 e ficou na ativa até fevereiro de 2018.
Poucos dias depois do atentando contra Bolsonaro, que o impede de dar andamento a sua campanha, o General reformado do Exército entrou com um pedido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em que requisita substituir o deputado em entrevistas à TV e debates eleitorais.
Um detalhe apenas: O candidato à vice, no entanto, não consultou a cúpula de Bolsonaro ou seu partido, o PSL, antes de protocolar a ação judicial. A decisão de entrar com o pedido foi tomada em uma reunião interna do PRTB, partido liderado por Levy Fidelix, que neste pleito optou por não lançar candidatura própria.
O General opinou recentemente que o foco “excessivo” da campanha em Bolsonaro pode não ser o melhor caminho para a chapa. Hamilton afirmou, ainda, que não é “ventríloquo de Bolsonaro”, e que a chapa não pode “deixar espaço vazio porque espaço vazio é ocupado”.
Em entrevista a Globonews, o vice na chapa falou em “autogolpe” de Estado poderia acontecer em 2019 em caso de “anarquia”.
Por suas atitudes, está demonstrado que a falta de respeito à Democracia começa na relação estabelecida entre os dois integrantes da chapa.
Eduardo Vella é jornalista e escreve em O MUNICIPIO semanalmente, aos sábados. ([email protected])

